Assistência Social localiza 92 usuários crack em operação no Jacarezinho 

No 1º ano de operações conjuntas de combate à droga foram realizadas 77 ações sociais

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) realizou na manhã desta terça-feira, dia 3, mais uma operação de combate ao crack no Jacarezinho e na comunidade do Pica-pau. Na vigésima quarta ação conjunta na região nos últimos doze meses, foram realizados 92 acolhimentos, sendo 8 crianças e adolescentes. Desde o dia 31 de março de 2011, quando a SMAS deu início às operações conjuntas com órgãos de segurança para o enfrentamento à epidemia do crack, foram promovidas 77 ações nas principais “cracolândias” do município. Ao todo, foram 3.671 acolhimentos, sendo 3.119 adultos e 552 crianças e adolescentes.

Para secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, o balanço do primeiro ano das incursões às cracolândias da cidade foi positivo, mas ainda há muito a ser feito no enfrentamento ao crack.

- Hoje, passado um ano, tenho convicção de que não só as crianças e adolescentes, mas os adultos também deveriam ser acolhidos compulsoriamente. Sem isso, fica muito difícil livrar a pessoa desta droga. Sem oferecer esse primeiro passo ao usuário de crack, ele não conseguirá dar o segundo.

Dentre as principais áreas de atuação conjuntas da SMAS neste último ano estão as comunidades do Jacarezinho, com 24 operações e 1.330 pessoas acolhidas, Parque União (12 operações), Morro do Cajueiro, (7) e Manguinhos (6). Durante essas ações, foram identificadas 224 pessoas que tinham mandados de busca e apreensão. Das 552 crianças e adolescentes acolhidos em cracolândias, 223 foram efetivamente encaminhados para a rede de proteção social da SMAS. Destas, 170 foram acolhidas compulsoriamente. Além disso, aproximadamente 60% do total de crianças e adolescentes acolhidas nas operações eram provenientes de outros municípios e foram encaminhadas para Conselhos Tutelares de suas regiões.

Hoje, o trabalho de acolhimento, realizado por 26 funcionários da SMAS, contou com o apoio de agentes do 3º BPM. Após o processo de identificação na polícia, todos os acolhidos serão encaminhados para as unidades de abrigamento da Rede de Proteção Especial do município. Os adultos irão para o abrigo de Paciência e as crianças e os adolescentes para a Central de Recepção Carioca, no Centro. Aqueles menores que forem identificados com alto grau de comprometimento com a dependência química serão conduzidos para tratamento em uma das quatro unidades de abrigamento compulsório.