PMs são afastados após morte de menino; OAB fala em execução 

O comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias) afastou das ruas nesta quarta-feira um tenente e quatro praças até que seja encerrado inquérito da corporação que apura as circunstâncias da morte de Igor Cordeiro Manhães, 13 anos, na madrugada de segunda-feira, no bairro Vila Centenário, em Duque de Caxias. Testemunhas, bem como a seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), dizem que Igor foi executado com quatro tiros de fuzil.

Apesar de terem sido sacados das ruas, os cinco policiais militares continuarão trabalhando em serviço interno. Segundo a Polícia Militar, suas armas já foram entregues à perícia para análise.

Na tarde desta quarta-feira, os presidentes das comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da OAB-RJ, Margarida Pressburger e Ivan Vieira, respectivamente, se reuniram com familiares do adolescente assassinado e ouviram seus depoimentos sobre o caso.

Acompanhados pelo presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, os familiares de Igor estiveram com a delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, a quem pediram uma "investigação rigorosa" sobre o caso. Os policiais dizem ter sido recebidos a tiros durante operação no Complexo da Mangueirinha.

Segundo relato da mãe do adolescente, Mônica Cordeiro, Igor foi abatido quando se dirigia para a casa do tio. "Eu pedi a ele para buscar uma sandália que havia esquecido na casa do meu irmão, onde passamos o dia de domingo. Logo depois que saiu, ouvi muitos tiros. Fiquei desesperada e, quando me preparava para procurar meu filho, alguém me ligou e disse que ele tinha sido baleado. Ele morreu por causa de uma sandália", disse.