Ambiente pede ao Ibama mais medidas prevenção de acidentes na Bacia de Campos 

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (16/03) que vai sugerir ao Ibama e à ANP (Agência Nacional de Petróleo), na 2ª feira (19/03), que exijam das empresas de exploração de petróleo, como a gigante americana Chevron, publicidade instantânea do estudo dos exames geológicos nas regiões do fundo do mar, inclusive de eventuais falhas e fissuras onde pretendem explorar petróleo. A utilização de satélites para o monitoramento das regiões de exploração é outra reivindicação do secretário do Ambiente.

Minc afirmou ainda que quer que a empresa Chevron comunique, oficialmente, por  que contrariou o parecer técnico que determinava que a mesma fizesse um revestimento, em aço, do entorno da fissura de 1.200 metros. A empresa só fez 600 metros.

Minc deseja também que as empresas petrolíferas sejam obrigadas a apresentar relatórios que justifiquem a exploração de óleo em determinada região do mar e que apontem os riscos associados às atividades, além de medidas adicionais de prevenção de eventuais acidentes e detalhes dos seus PEIs (planos de emergências individuais para incidentes de poluição por óleo).

O secretário defendeu ainda que as empresas de exploração de petróleo tornem de conhecimento público a formação de suas equipes de PEIs, detalhando, por exemplo, quem são seus integrantes e os equipamentos de trabalho que serão utilizados.

“Nós temos que intensificar o combate contra a impunidade ambiental porque não podemos chorar o óleo derramado”, afirmou Minc.

Ao comentar o mais recente acidente na área de exploração de petróleo pela Chevron, no campo de Frade, Minc afirmou: “A pergunta que se faz é se eles deveriam se instalar em uma região com tanta falha, com tanta fissura geológica, com tanta instabilidade. Então agora, quando eles já fizeram todas essas lambanças, eles chegam à conclusão de que a região é realmente difícil? Mas, então, os estudos não deveriam ser feitos para justamente detectar esses problemas antes?”