Metrô: Ambiente, Casa Civil e técnicos se reúnem para discutir obras da Linha 4 

Técnicos do projeto da Linha 4 do Metrô – trecho sul, representantes de associações de moradores da Zona Sul e conselheiros da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) – responsável pela concessão da licença ambiental do empreendimento - se reuniram, nesta terça-feira (13/3), na sede do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para discutir detalhes da obra que atenderá a cerca de 300 mil passageiros por dia. O encontro contou com a participação do secretário de Ambiente, Carlos Minc, dos subsecretários Rodrigo Vieira (Casa Civil), Delmo Pinho (Transportes) e do presidente da RioTrilhos, Sebastião Rodrigues.

O secretário de Ambiente, Carlos Minc, abriu o encontro destacando a importância da Linha 4 sob o foco ambiental. Segundo ele, o empreendimento é considerado positivo ao estabelecer a mobilidade da população na cidade, contribuir para a diminuição de veículos nas vias e para a poluição sonora e do ar.

- Costumamos chamar o Metrô de tatu ecológico do Rio, pois significa menos barulho, menos fumaça, menos engarrafamento e atropelamentos. Isto é regatar a cidadania e a qualidade de vida – disse.

Entre os assuntos abordados na reunião, estiveram o estudo de demanda feito para identificar o traçado que atendesse o maior número de pessoas e as simulações realizadas para garantir o sucesso operacional do empreendimento. De acordo com o subsecretário de projetos especiais da Secretaria da Casa Civil, Rodrigo Vieira, aproximadamente 200 técnicos trabalham na concepção do projeto da linha 4 – trecho sul.

- O Governo do Estado decidiu viabilizar a linha 4, um projeto que estava parado há 13 anos. Como a realidade da cidade mudou, o Estado decidiu realizar novos estudos e optou por um novo traçado. O escopo dos estudos englobou informações a respeito dos projetos metroviários das década de 70 e 80, da dinâmica de desenvolvimento da cidade nos últimos 20 anos e considerou ainda os principais projetos de desenvolvimento urbano em andamento, além dos benefícios ambientais pretendidos. Com base nas conclusões, foram estudadas mais de 30 alternativas de traçado e selecionada aquela que melhor atende à demanda e prepara o sistema para novas expansões. Temos, portanto, a total certeza de que a estrutura adotada é compatível com a necessidade – ressaltou.

O trecho sul, que está em fase de licenciamento, compreende parte do bairro da Gávea até a estação General Osório, onde a linha 4 se conectará com as linhas 1e 2. As estações Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Antero de Quental e Jardim de Alah, no Leblon, fazem parte do trecho sul, que tem 5,7quilômetros de extensão.

Segundo os responsáveis pela Linha 4 (trecho sul), após a concessão das licenças ambientais serão inciadas, simultaneamente, as escavações nas estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental e Gávea. O trabalho é necessário para preparar o trecho para o uso do TBM (Tatuzão), equipamento de perfuração de túneis subterrâneos, sem a necessidade de abrir valas de superfície e ao longo das ruas.

Para realizar as obras serão necessárias intervenções em vias públicas com interrupções temporárias do trânsito, reduções provisórias de áreas de lazer, além da suspensão também temporária da operação nas estações General Osório, em Ipanema, e Cantagalo, em Copacabana. Entretanto, neste período, a Estação Siqueira Campos voltará a ser um terminal da linha 1. O Metrô Rio colocará à disposição da população linhas de ônibus. Iniciadas em junho de 2010, as obras serão concluídas em dezembro de 2015.