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Profissionais da Segurança terão maior reajuste da história, diz Cabral 

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que o governo do Estado tem investido na valorização dos profissionais das áreas de Segurança Pública e Defesa Civil por meio de reajustes salariais, sistema de metas para redução da criminalidade e melhorias das condições de trabalho. Segundo Cabral, a categoria receberá o maior reajuste da história do Estado. 

Os profissionais terão aumento salarial de 107%, incluindo os reajustes concedidos desde 2007 e a lei que assegura aumento acumulado de 38,8% nos anos de 2012 e 2013, com reajuste de 10,54% a partir deste mês.

"Temos quase 70 mil profissionais da Segurança. Todas as mensagens enviadas à Assembleia desde 2007 incorporaram esse conceito. E a grande maioria tem o reconhecimento do que houve de avanço nesses cinco anos. São mais de 100% de reajustes, algo que não existe em nenhuma outra categoria. Pela última mensagem enviada à Alerj, em um ano serão dados quase 40% de aumento", afirmou o governador.

Cabral destacou ainda as novas tecnologias que as corporações têm à disposição e o investimento em serviços de inteligência e melhores condições de trabalho. Ele lembrou que, nos últimos anos, a polícia passou a ser mais reconhecida pela população graças às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e à política de pacificação.

"Os bombeiros militares tinham uma média de R$ 5 a R$ 10 milhões de investimentos por ano antes do nosso governo. Nós já investimos mais de R$ 200 milhões em equipamentos, viaturas e condições de trabalho. Quando chegamos ao governo, os profissionais ganhavam mal. Por isso, estamos com uma política de recuperação salarial ousada: em 2006, a Polícia Militar custava aos cofres públicos R$ 950 milhões. Este ano, vai chegar a R$ 2,5 bilhões. Expandimos, fizemos muitos concursos públicos e investimos em salários", disse Cabral.

Sistema de metas para reduzir a criminalidade

O governador também ressaltou a importância do sistema de metas para redução dos principais índices de criminalidade, como letalidade violenta (homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, latrocínios e autos de resistência), roubos de veículos e roubos de rua (transeunte, celular e coletivo). Os policiais recebem premiação semestral, em dinheiro, ao atingirem metas pré-estabelecidas pela Secretaria de Segurança.

Após assembleia, policiais e bombeiros encerram greve no Rio

Policiais militares, civis e bombeiros do Rio de Janeiro encerraram a greve na noite desta segunda-feira. A decisão foi tomada após uma assembleia que durou cerca de duas horas na sede de um sindicato no Centro da capital fluminense.

Ana Paula Matias, mulher do sargento Matias, que está preso na penitenciária de Bangu 1, leu um comunicado anunciando o fim da greve e afirmou que a luta agora é pela soltura dos homens que estão presos no presídio de Bangu 1.

"Nossa luta pela dignidade dos homens que arriscam sua vida pela população e que recebem o pior salário do Brasil continua. A luta não é mais por dignidade salarial, mas por dignidade humana", afirmou ela. 

"Manter esses homens presos em Bangu 1 é contra a Constituição. O Rio de Janeiro vive um regime de exceção". O comunicado afirma ainda que não existe greve, porque o grupo paralisado "nunca deixou de atender à população".