Policiais do RJ lotam a Cinelândia para decidir se haverá greve da categoria

Milhares de policiais e seus familiares se concentravam, desde o início da noite desta quinta-feira, em frente a Câmara de Vereadores do Rio, na Cinelândia, numa assembleia que decidirá se haverá greve da categoria no estado. À paisana, todos os policiais presentes garantem estar de folga. 

Bombeiros também participavam da manifestação, e exigiam a liberdade do cabo Benevenuto Daciolo, preso após ser flagrado numa conversa telefônica na qual, supostamente, articulava uma greve de policiais em nível nacional.

Do outro lado da rua, em frente ao prédio da Biblioteca Nacional, 23 PMs fardados, em sete viaturas, faziam o policiamento, aparentemente sem se envolver com a manifestação, que conta com um palco montado nas escadarias da Câmara.

"Estamos apenas garantindo que o trânsito possa fluir normalmente", diz o coronel Amaury, que comanda os policiais militares de serviço no local. "Estamos mais afastados da manifestação para não nos misturarmos aos  que protestam, e também para não configurar algum tipo de provocação".

Esposas de policiais também participam da assembleia. Uma delas, Adriana Oliveira, membro da União das Esposas dos Militares do Rio de Janeiro (UEMRJ), garante que a greve "é certa", e que a assembleia é mera formalidade:

"Estamos apenas esperando a chegada de mais policiais, que vêm em ônibus do interior do estado, para oficializar a decisão".

Marido de Adriana, o sargento Santos endossou a afirmação:

"A greve é certa", garantiu.

Integrantes do movimento estudantil também foram à Cinelândia apoiar os policiais.