Instalação de UPPs reduz preço de seguros de carro, diz FenaSeg

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) contribuíram para a redução do preço dos seguros de automóveis, de acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenaSeg). Entre os fatores que justificam o recuo, estão a queda do número de roubo de carros nas regiões que já contam com UPPs, além da intensificação das operações de fiscalização do comércio ilegal de peças.

A entidade apontou que o Rio de Janeiro registrou queda no preço de seguros de 6,78% de dezembro de 2010 a novembro de 2011, enquanto a variação média nacional subiu 5,99%. A pesquisa foi baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o País.

Segundo dados da Secretaria de Segurança, o índice de roubo e furto de veículos no Brasil caiu 6,9% em 2011. Já no no Rio, a queda foi de 7,5%.

O coordenador de Análise e Integração da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança, coronel Alexandre de Souza, disse que os maiores índices de roubo de veículos ocorreram em locais onde não há UPPs.

– Na capital, que já conta com 19 UPPs, foram 386 registros em 2011. Já na Baixada Fluminense houve 486 ocorrências. O policiamento das UPPs ajuda na diminuição dos roubos de carros – afirmou o coronel.  

Comércio ilegal de peças é foco de ações

 O coronel Alexandre de Souza acredita que a diminuição no número de roubos e furtos de veículos nas áreas das UPPs é resultado do Plano de Ação Integrada, que prevê a atuação conjunta das polícias Civil e Militar.– Queremos aprimorar a nossa atuação com ações mais precisas em diversas regiões do Rio. Nosso foco agora é intensificar as operações de fiscalização e combate ao comércio ilegal de peças de automóveis, principalmente nos locais que comercializam ferro-velho – disse o coronel.

De acordo com a FenaSeg, a taxa de roubo e furto de automóveis em todo o Estado, que era de 177,55 a cada 10 mil entre os meses de janeiro e novembro de 2000, caiu para 84,30 no mesmo período em 2010.

– No mesmo ano, registramos 20.052 ocorrências desse tipo de delito, um número próximo ao da meta da Secretaria de Segurança de reduzir para 20 mil casos até 2014. Os índices de 2011 ainda não foram fechados, mas acreditamos que essa meta já foi atingida – afirmou Souza.