'Cemitério de postes' vira foco de dengue e ameaça população de Campo Grande

A falta de cuidado no descarte de postes inutilizados pela Rioluz coloca em risco milhares de pessoas em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Para agravar a situação, o "cemitério de postes" fica bem ao lado do Colégio Estadual Dr. Albert Sabin, um dos maiores da região, e fica nas proximidades dos pontos finais de diversas linhas de ônibus no bairro.

Os postes estão empilhados ao lado de uma unidade da Rioluz, localizada embaixo do Viaduto Alim Pedro, na esquina entre as ruas Maria de Jesus Botelho e Campo Grande, uma das principais da Zona Oeste. Vizinhos do enorme criadouro do mosquito Aedes aegypti, funcionários da escola estão temerosos com a situação:

"Qualquer foco de dengue sempre preocupa, né? Eu já havia reparado isso a algum tempo, acredito que a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que fica aqui perto, se manifeste sobre isso. Os alunos estão em risco", afirma uma funcionária da escola, que preferiu não se idenficar.

A situação, no entanto, não coloca em risco apenas os estudantes do Colégio Estadual Albert Sabin. Localizado em um ponto central de Campo Grande, o criadouro ameaça outras quatro escolas, duas universidades, os passageiros que pegam trem e ônibus na região, assim como os frequentadores do Calçadão de Campo Grande, principal centro de comércio popular da Zona Oeste. Segundo especialistas, o mosquito pode se deslocar em um raio de até 1 Km².

Após contato da reportagem do Jornal do Brasil, a Rioluz prometeu solucionar o problema durante a próxima semana:

"A Rioluz fará a remoção dos postes ate a próxima quarta feira", afirmou o órgão, através de sua assessoria de imprensa.

Em 2011, Campo Grande foi um dos bairros com o maior número de casos registrados da doença, ao lado de Santa Cruz, Bangu, Realengo e Barra da Tijuca. Em 2012, as autoridades de saúde esperam um dos maiores surtos de dengue da história do Rio de Janeiro.