Após desabamentos, Beltrame pede vistoria em prédio da Segurança

O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, também acumula o cargo de síndico do edifício da Central do Brasil, inaugurado em 1937, onde fica seu gabinete. Após os desabamentos da semana passada na avenida Treze de Maio, Beltrame decidiu pedir a realização de uma série de vistorias no prédio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O conjunto, que abriga a estação ferroviária D. Pedro II, foi tombado em 1996. O prédio também abriga a pasta da Administração Penitenciária. No térreo, administrado pela Supervia, há várias lojas comerciais. A empresa é responsável pela área operacional da estação de trens. Controlada pela Odebrecht, a Supervia já apresentou um projeto de modernização que está em análise no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os desabamentos

Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, pelo menos 17 pessoas morreram. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.