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“Prédio tinha rachaduras enormes”, diz parente de vítima

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A dona de casa Mariana da Silva, que perdeu o padrinho e a madrinha no desabamento do Edifício Liberdade, disse ao Jornal do Brasil que a situação estrutural do prédio já era preocupante há muitos anos. Segundo Mariana, havia rachaduras “enormes”, que, de acordo com ela, tinham aproximadamente um metro de comprimento. Ela contou também que havia um vão no interior da construção devido ao tamanho das rachaduras.

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O corpo de seu padrinho, Cornélio Vieira de Carvalho, já foi identificado pelas autoridades e a madrinha, Margarida Vieira de Carvalho, continua desaparecida. Ela conta que ainda tem esperança de encontrá-la com vida.

“A única esperança que eu tenho de a minha madrinha estar viva é que ela trabalhava em outro prédio e só chegava em casa depois das 22h”, contou.

O casal era morador do Edifício Liberadade, justamente o primeiro a cair. Cornélio era zelador do prédio e Margarida trabalhava em outro edifício, na rua dos Inválidos. Segundo Mariana, o casal havia migrado do Nordeste na década de 80 para trabalhar no Rio de Janeiro. Emocionada, ela recordou da visita de sua madrinha à sua casa no último domingo, o último encontro entre as duas.