Secretário de Defesa Civil sobrevoa áreas alagadas no Norte Fluminense

Coronel Sérgio Simões diz que a situação é menos grave do que o governo imaginava

O secretário de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, sobrevoou as áreas atingidas pela chuva no Norte e Noroeste Fluminense e disse que a situação "é menos grave do que o governo imaginava ontem à noite". Simões afirmou que a comunidade de Outeiro, em Cardoso Moreira, onde um dique se rompeu ontem, está plenamente assistida. Segundo ele, grande parte dos moradores já saiu de suas casas, mas o restante ainda insiste em permanecer.

Sérgio Simões garantiu que toda a estrutura do governo do Estado encontra-se mobilizada e em alerta máximo para antecipar as ações de ajuda à população, em caso de necessidade. No entanto, ele acredita que a tendência é que os rios voltem às calhas normais.

No entanto, a água do Rio Muriaé já começou a chegar à região ribeirinha de Outeiro, em Cardoso Moreira, e pode alcançar um metro até o fim da tarde.

Cinquenta barracas foram montadas no Morro Santa Rita para as famílias que deixaram suas casas em Outeiro, segundo o secretário Sérgio Simões.

No momento do rompimento do dique em Outeiro, o subsecretário de Defesa Civil de Campos, major Edson Pessanha, estava na localidade de Três Vendas, em Campos, vizinha de Cardoso Moreira, que ficou completamente alagada após o rompimento de um trecho da BR-356 que servia de barreira para conter as águas do rio.

“Estávamos com um caminhão de bombeiros a cerca de dois quilômetros do local onde o dique se rompeu e conseguimos realizar uma intervenção rápida e remover as famílias em situação de risco. Estamos com um abrigo de emergência 24 horas e controlando as águas do rio. Hoje, vamos continuar o trabalho de remoção das famílias que ainda estão lá”.

De acordo com o subsecretário, em Três Vendas cerca de 30 pessoas ainda insistem em ficar no segundo andar ou na laje das casas. “Essas famílias foram as mesmas que se negaram a sair nas enchentes anteriores, por isso dificilmente devem sair dessa vez. Estamos levando comida e dando suporte com barcos”, explicou o major. Cerca de 500 famílias foram removidas de Três Vendas, que ainda está tomada pelas águas do Muriaé.

Em 2007, o Rio Muriaé já havia destruído parte da BR-356 e alagado Três Vendas. Os moradores ficaram quatro meses com suas casas sob as águas e perderam tudo.

Nesta manhã, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) realiza ação para desobstruir barreira que interdita uma das principais vias de acesso entre Cardoso Moreira e Campos.

De acordo com a Secretaria de Defesa Civil do Rio, até a noite de ontem, 10.759 pessoas estavam desalojadas e 3.980 desabrigadas em todo o estado por conta das chuvas. Itaperuna, Italva e Laje do Muriaé foram os municípios que apresentaram o maior índice de chuvas - um acumulado de 100mm em 24 horas.