MPF denuncia quadrilha de contrabando de cigarros liderada por ex-agente da PF

A 5ª Vara Federal recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti contra o ex-agente da Polícia Federal, Luiz Benício Ramos Privat, seu filho, Luis Renato Ramos Privat, e mais quatro comparsas envolvidos no comércio ilegal de cigarros na Baixada Fluminense. O MPF apurou que os cigarros eram contrabandeados do Paraguai e comercializados sem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os réus respondem pelos crimes de contrabando e formação de quadrilha. (Ação

Alguns dos denunciados já haviam sido presos na operação Nicotiana Tabacus, realizada no dia 30 de novembro desse ano. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão e prendeu quatro acusados em flagrante pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha, posse e porte irregulares de armas.

Na denúncia do MPF, o procurador da República Renato Machado acusa os réus de associação para a prática de contrabando de cigarros de marcas como Pagode, Olé, Campeão e Blitz. De acordo com as investigações, a compra e venda de cigarros era comandada pela empresa Infinito, criada para camuflar o comércio ilegal com o legal e registrada em nome de Luis Renato. 

Escutas telefônicas revelaram ainda que Luis Renato era o responsável pelo gerenciamento de empresas de comércio clandestino de cigarros, coordenando a ação dos funcionários Philipe Vale Barroso e Clívio de Oliveira Souza, sempre sob o comando do principal articulador do esquema, seu pai Luiz Benício. Foi constatado também que outros dois integrantes da quadrilha - Afonso Pinto Ribeiro e Mário Sérgio Laranja - atuariam como prováveis fornecedores dos cigarros contrabandeados.

"É importante que a importação irregular de cigarros seja coibida. As marcas que não possuem autorização da Anvisa podem estar submetendo seus consumidores a sérios riscos de saúde", disse o procurador.