Após absolvição de viúva, filha de milionário da Mega-Sena deve deixar o Brasil

Filha do milionário Renné Senna, assassinado em Rio Bonito, Renata Senna deve deixar o Brasil ainda este ano, segundo informou seu advogado no Fórum de Rio Bonito, na madrugada deste sábado, depois que a juíza Roberta Braga proferiu a sentença que inocentou a ex-cabeleireira Adriana Almeida da acusação de ser a mandante da morte de Renné. O milionário foi morto com quatro tiros no dia 7 de janeiro de 2007, quando estava reunido num bar com um grupo de amigos. 

Durante o julgamento, Renata não falou com jornalistas. Seu advogado informou que a jovem deve convocar uma entrevista coletiva para falar sobre a decisão do Tribunal do Júri. 

>> Viúva do caso Mega-Sena é absolvida pelo Tribunal do Júri de Rio Bonito

Durante todo o julgamento, o advogado de Adriana Jackson Costa tentou desqualificar Renata, alegando que a filha do milionário assassinado poderia não ser filha dele. Jackson alegou ainda que Renata tinha interesse na morte do próprio pai para ficar com metade da herança do milionário, destinada a ela em testamento

Indignada com a decisão de sete jurados do Tribunal do Júri, que representam o povo brasileiro, a promotora do Ministério Público do Rio Priscila Naegele afirmou que as maiores provas de que Adriana Almeida estava envolvida na morte de Renné estavam anexadas no processo. Trata-se de horas de conversas telefônicas entre Adriana e um dos assassinos do ex-lavrador. Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira, já haviam julgados e foram sido condenados, em 2009, a 18 anos de prisão pelo assassinato de Renné.

Outras três pessoas foram absolvidas no mesmo processo.