Advogado de viúva da Mega-Sena: 'sexo é necessidade fisiológica'

O advogado Jackson Costa, que defende Adriana Oliveira, acusada de comandar o assassinato do vencedor da Mega-Sena René Senna, afirmou nesta sexta-feira que considera errado sua cliente ter tido um caso com um motorista. "Eu considero Adriana como uma irmã. Já falei com ela que acho errado. Embora a questão da impotência possa explicar. O sexo é uma necessidade fisiológica", disse, arrancando risos dos presentes no julgamento sobre a morte que acontece em Rio Bonito (RJ).

A respeito da união entre Adriana e René, ele disse que quem mandava na casa era o homem: "Adriana era pau mandado". Ele afirmou ainda que telefonemas dela ao policial Anderson Silva, apontado como autor dos disparos contra René e já condenado, não provam nada. Oito ligações teriam ocorrido entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, época da morte, mas Adriana disse em depoimento que as chamadas foram na verdade para Janaína Silva, mulher de Anderson, e que teve a absolvição solicitada pelo Ministério Público quanto ao caso.

Em depoimento ontem, Adriana disse que traiu o marido porque este teria disfunção erétil. Além disso, ela disse que tinha "carência" e que traiu apenas por "satisfação sexual".

Seu advogado afirmou hoje que faltam provas quanto ao suposto envolvimento de sua cliente com a morte e que o caso deveria ser chamado "caso de fofoqueiro". "Se me mostrasse alguma prova legal eu pediria a condenação. Não defendo bandido", disse Costa.

René morreu baleado com quatro tiros em 7 de janeiro de 2007. Adriana é suspeita de ter encomendado o crime por ter descoberto que ele pretendia excluí-la do testamento. A fortuna do milionário morto é avaliada em R$ 70 milhões atualmente. O dinheiro é disputado pela viúva e pela filha de Renné, Renata, que receberiam cada uma 50% do patrimônio conforme o testamento do ganhador. Se condenada, Adriana perderá o direito a seu quinhão.