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Marinha e Ibama farão novo voo para monitorar mancha de óleo na Bacia de Campos

Chevron estaria atrasada no processo de vedação do poço

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A Marinha e o Ibama irão realizar um novo vôo para analisar a mancha de óleo na Bacia de Campos. A intenção é monitorar o andamento das operações de contenção do vazamento de óleo da plataforma da Chevron. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirmou nessa sexta-feira (18), que foi observada diminuição da mancha, que continua se afastando do litoral. A partir da observação visual, estimou-se que ela esteja com 18 km de extensão e 11,8 km2 de área. No dia 14, a área observada era de cerca 13 km2.

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O desastre já completa 12 dias e técnicos da ANP continuam embarcados na plataforma investigando as causas do vazamento e monitorando os procedimentos da empresa Chevron, que deve selar o poço de petróleo ainda nesse fim de semana. No entanto, a companhia americana ainda está atrasada, realizando apenas a primeira das cinco etapas de cimentação previstas para vedar o vazamento de óleo. Para estancar o óleo, a empresa precisa cimentar a parte de baixo do poço, a mais de 595 metros abaixo do solo, onde estima-se que a rachadura tenha acontecido.

O vazamento aqueceu ainda mais os debates sobre a divisão de royalties. Segundo especialistas, a verba dos royalties é fundamental para a prevenção de acidentes, controle de riscos e manutenção do meio ambiente.

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