Após ocupação, número de apreensões na Rocinha é expressivo

A ocupação das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu pela polícia contou com a apreensão de muitas drogas, armas, munições, veículos, entre outros equipamentos utilizados pelos traficantes.

Ao todo, mais de 350 quilos de drogas (maconha, cocaína, pasta de cocaína, crack e esctasy), 23 mil munições, 129 armas de fogo – incluindo 73 fuzis –, 148 explosivos (bombas caseiras, granadas e rojões), 510 carregadores, quase 150 motos roubadas ou irregulares, cerca de 20 mil mídias piratas (CDs e DVDs), 51 cartões de crédito e 100 cartões para clonagem, 62 máquinas de caça-níqueis, 47 rádios transmissores, três centrais de “gatonet” (TV a cabo clandestina).

Esses números dos três primeiros dias da Operação Choque de Paz revelam o forte poderio militar e econômico que os traficantes da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu deixaram enterrados ou escondidos em diferentes pontos das três comunidades.

Além disso, com a segurança gerada pela presença das forças de pacificação, as comunidades sentem-se mais seguras para fazer denúncias. Apenas nos dois primeiros dias (domingo e segunda) da operação, o Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu 308 ligações relacionadas a Rocinha e Vidigal. Esse volume está muito acima da média de 3 a 4 ligações por dia (sobre Rocinha e Vidigal) nas semanas anteriores à operação.

Além disso, moradores procuram os soldados, diretamente ou através de bilhetes anônimos, com denúncias de possíveis depósitos de armas e drogas. Apenas o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) descobriu três esconderijos de armas e um laboratório de refino a partir de denúncias da comunidade.

A Operação Choque de Paz continuará nos próximos dias, sem data definida para acabar, com policiais civis e militares continuando a “varredura” das três comunidades, a partir de investigação e também com base nas denúncias recebidas.

OPERAÇÃO PLANEJADA

A Operação Choque de Paz foi precedida por várias outras ações antes da ocupação. Ao longo de duas semanas, as Polícias Militar, Civil e Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, atacaram redutos de facções aliadas dos traficantes da Rocinha nas Zonas Norte e Oeste e em Niterói e Macaé, com o objetivo de desestruturar eventuais refúgios para os traficantes.

 Como resultado dessas operações, 8 bandidos foram mortos, 37 presos – entre eles 1 policial militar e 3 policiais civis – e 7 menores apreendidos. Entre os detidos, estão os líderes de facções Antônio Francisco Bomfim Lopes, o “Nem”; Anderson Rosa Mendonça, o “Coelho”; Varquia Garcia dos Santos, o “Carré”; e Sandro Luis de Paula Amorim, o “Peixe”.