Disque-Denúncia recebe quase 500 ligações sobre esconderijo de traficantes

Rio - Até o fim da manhã desta segunda-feira, o Disque-Denúncia tinha recebido 493 ligações com informações sobre esconderijos de traficantes que atuavam nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. Em um dos acessos à Rocinha, foi instalado um Centro de Comando e Controle da polícia, que está recebendo as informações colhidas pelo serviço. Estes dados são repassados para as forças de segurança que estão atuando no local. O telefone do Disque-Denúncia é (21) 2253-1177. 

Na primeira madrugada após a ocupação na comunidade o clima foi de tranquilidade. Não foram registrados confrontos, prisões ou apreensões nesta segunda-feira. 

Agente revela que traficante Nem temia ser morto por policiais corruptos 

O traficante Antônio Bonfim Lopes, chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha (Zona Sul do Rio), preso na madrugada da última quinta-feira, tinha medo de ser morto por policiais corruptos pagos por ele. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (14) pelo portal iG e seria fruto de uma entrevista com um integrante da cúpula da Polícia Civil. 

De acordo com o policial, Nem estaria decidido a fugir para evitar ser preso por alguém que pudesse matá-lo. Seu destino seria uma favela de São Paulo ou a Região dos Lagos, no litoral fluminense.

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A rendição do traficante, ainda de acordo com a reportagem do referido portal, foi negociada com ONGs, um grupo de funkeiros e até mesmo um inspetor de polícia da 82ª DP (Maricá) que era conhecido de um advogado que foi preso com Nem.

Este inspetor citado pelo traficante esteve no local da prisão de Nem na quarta-feira junto com o titular da unidade, Roberto Gomes Nunes. Eles tentaram levar o carro onde o traficante estava para a delegacia da Gávea (15ª DP) onde ocorreria a rendição. Entretanto, PMs do Batalhão de Choque que abordaram o veículo primeiro não permitiram.

Ocupação sem tiros

A megaoperação de mais de 3 mil agentes nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu para a ocupação da região por forças de segurança não teve um tiro disparado. 

Apesar de barricadas montadas por bandidos nos acessos de uma das maiores favelas da América Latina e muito óleo espalhado nas ruas para dificultar o trabalho da polícia, a retomada do território não teve dificuldades.