Nem estava no comando do tráfico na Rocinha desde 2005

Apesar da oferta de R$ 5 mil como recompensa por informações que ajudassem na captura de Nem, o traficante mais procurado nos últimos tempos pela polícia acabou sendo descoberto no porta-malas de um carro, durante uma possível tentativa de fuga, no começo da madrugada desta quinta-feira. 

Nem estava no comando do tráfico da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado, junto de João Rafael da Silva, o Joca, desde outubro de 2005, quando substituiu o traficante Bem-te-vi, que foi morto.

Nem da Rocinha é um dos líderes mais importantes da facção Amigos dos Amigos, popularmente conhecida como ADA. Seu nome é Antônio Francisco Bonfim Lopes e ele nunca havia sido preso antes. Com 35 anos, dez de crime e cinco como o chefe das bocas de fumo mais rentáveis da cidade, "Nem é o dono da palavra final de tudo o que acontece dentro das comunidades, passando a imagem de benfeitor e escondendo os rastros de sangue e terror", segundo detalha o site de procurados pela polícia.

Ele tinha nove mandados de prisão por tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro. Antes de assumir o comando da favela, segundo a polícia, ele era adepto da política assistencialista. Já à frente do tráfico, passou a ordenar mortes de moradores que se mostrassem contrários as suas ordens.

Ainda segundo a polícia, o 'exército' de Nem possui um arsenal de pelo menos 150 fuzis, adquiridos por meio da venda de maconha, cocaína e ecstasy, sendo a última a única droga consumida por ele. Com isso, movimentaria cerca de R$ 3 milhões por mês, graças à existência de refinarias de cocaína dentro da favela.