Polícia já tem um nome para autor de disparo contra cinegrafista, diz repórter

O repórter da Rede Bandeirantes Hernani Alves, que acompanhava o cinegrafista Gelson Domingos durante a operação em que foi baleado e morto na Favela de Arantes, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, no último domingo, compareceu ao enterro do colega na tarde desta segunda-feira, no Memorial do Carmo, no Caju.

Em entrevista à imprensa no local, Hernani informou que existe a possibilidade de o bandido que fez o disparo contra Domingos seja preso ainda hoje. “Eu só vou tirar o meu descanso depois que este traficante estiver preso. Estou acompanhando tudo isso de perto com a polícia e sei que já temos um nome para o possível atirador e há chances de que ele seja preso ainda hoje”.

Já o coronel Frederico Caldas, coordenador de comunicação social da Polícia Militar não foi tão otimista. “É um trabalho que precisa apresentar respostas imediatas, mas é preciso compreender também que há a necessidade de investigação”, informou, acrescentando que a expectativa é de, junto com a Polícia Civil, encontrar o autor do disparo através das imagens. “As imagens são fundamentais para tentar identificar de onde vieram esses tiros. Parece bastante claro que vieram dos marginais que estavam do outro lado”.

Hernani lembrou que, durante a troca de tiros, não viu o momento em que o colega foi baleado. “Na hora, o Bope e o Batalhão de Choque estavam fazendo um cerco, achávamos que o risco era menor”, disse. “Mas, como o Gelson mesmo dizia, a comunidade é uma caixinha de surpresas, quando tudo parece quieto é quando mais devemos nos preocupar”.

“A guerra da polícia com o tráfico é algo que, de certa forma, nós podemos aceitar”, continuou. “Pode ser que o traficante tenha confundido o Gelson com algum policial, mas se não foi esse o caso, se o disparo foi contra o Gelson, então foi contra a imprensa brasileira”.