Livro traz indicadores ambientais do Estado do Rio

Um raio-x das condições socioeconômicas e ambientais do estado que indica onde e como promover o crescimento sem a destruição do meio ambiente. Este é o objetivo do livro O Estado do Ambiente – Indicadores Ambientais do Rio de Janeiro – Ano 2010, lançado nesta quinta-feira (20/10) pela Secretaria do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

A publicação pioneira possibilita aprimorar o planejamento do desenvolvimento das diversas regiões do estado, tendo como base ações de sustentabilidade.

Na cerimônia de lançamento do livro, a Secretaria do Ambiente e o Inea asseguraram a continuidade desse importante projeto ao firmarem com a Petrobras convênio, de R$ 1,9 milhão, para transformar o estudo em planos setoriais de ações sustentáveis.

- Com recursos da Petrobras, vamos transformar esse diagnóstico em projetos, planos estratégicos, áreas de preservação, ou seja, vamos transformar esse levantamento em ações - destacou o secretário do Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia de lançamento do livro, no Instituto Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Minc ressaltou que a publicação é importante para o estado porque, ao identificar, por exemplo, áreas deficientes de infraestrutura e de investimentos ou saturadas de complexos industriais, possibilita o planejamento de ações para o desenvolvimento econômico, levando-se em consideração ações de sustentabilidade.

Ao avaliar o pedido de licenciamento para a instalação de um porto offshore no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, o secretário disse que a equipe técnica utilizou o mapeamento da região como base para adequar o empreendimento à potencialidade da região.

- Em Arraial do Cabo, temos uma reserva extrativista marinha, além de ser um importante polo turístico do Estado do Rio de Janeiro. Como podíamos permitir que ali fosse instalado um porto offshore? Então, o que fizemos foi pedir a adequação do porto à região, respeitando sua potencialidade. Outro exemplo: negamos pedido de licenciamento para uma térmica a carvão em Itaguaí, região bastante saturada de complexos industriais - afirmou Minc.

A publicação também identifica, por exemplo, onde o estado pode desenvolver a silvicultura.

- O estudo nos mostra que o Noroeste fluminense, onde há um verdadeiro deserto cinza, pode desenvolver a silvicultura. Estes são alguns exemplos de como esse mapeamento pode ajudar o Estado a planejar suas ações. Quando estava à frente do Ministério do Meio Ambiente, nós fizemos o mapeamento do litoral com relação à sensibilidade do óleo, identificando onde poderíamos criar área de proteção marinha, onde podiam ser instalados terminais portuários sem destruir o meio ambiente. Essa iniciativa foi importante para proteger o nosso litoral - disse Minc.

A presidente do Inea, Marilene Ramos, que também participou da solenidade, ressaltou que o lançamento da publicação é um compromisso de transparência com a população.   

Também participaram da solenidade de lançamento do livro, o gerente-executivo de Segurança, Meio Ambiente e Eficiência Energética e Saúde da Petrobras, Ricardo Santos Azevedo, Guido Gelli, do Instituto Jardim Botânico, e Elizabeth Lima, representante do Ministério do Meio Ambiente, que coordenou a elaboração da livro Estado do Ambiente- Indicadores Ambientais2010, em sua primeira etapa.