Pistola encontrada em favela no Rio foi usada na execução da juíza Patrícia

Laudo técnico de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que a pistola, calibre 45, localizada em um barraco vazio, na Favela São João Operário, na Praça Seca, em Jacarepaguá (Zona Oeste), foi uma das armas utilizadas na execução da juíza Patrícia Acioli. Para chegar a conclusão, os técnicos fizeram o confronto balístico, comparando os projéteis encontrados no carro da juíza.

A arma foi encontrada por membros da da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DRCor), por volta das 12h do último sábado. Eles estavam na favela realizando uma operação de combate ao tráfico de drogas e armas, quando receberam a informação do esconderijo da arma. A pistola ficará guardada num cofre na sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, até segunda-feira, quando será enviada para perícia. Também foram arrecadadas munição 45 e 380.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros de armas de calibres 45, 40 e 38. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli está periciando cerca de 800 armas que foram recolhidas na sede do 7º BPM (Alcântara), unidade da Polícia Militar onde eram lotados dez dos 11 acusados de matar a magistrada. Entre os indiciados, está o coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, comandante da unidade à época.

Em depoimento, os policiais militares declararam que as armas usadas no crime foram apreendidas em favelas de São Gonçalo, assim como a munição usada para matar a magistrada. O ato de se apropriar de bens apreendidos era chamado pelo grupo de ‘espólio de guerra’.