Delegado promete medidas pedagógicas para evitar novas explosões 

O delegado adjunto da 5ª DP, Antonio Ferreira Bonfim Filho, que cuida do caso da explosão no restaurante Filé Carioca, afirmou nesta sexta-feira que vai tomar "uma medida rápida e eficaz, com efeito pedagógico, para que outros estabelecimentos não cometam os mesmos erros que este restaurante cometeu", se referindo ao Filé Carioca. O local foi palco de uma explosão que deixou três mortos ontem, no Rio de Janeiro.

Ele afirmou também que vai chamar autoridades para prestar esclarecimentos sobre o funcionamento do estabelecimento. No entanto, Bonfim Filho não precisou quais autoridades serão ouvidas. De acordo com o delegado, a perícia trabalha 24 horas no local do episódio. Ontem, a secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) afirmou que o restaurante funcionava com um alvará provisório. No entanto, o órgão disse que, durante três anos, o proprietário renovava a permissão porque não tinha a documentação necessária para fazer um definitivo.

O secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, garantiu que o estabelecimento não existia para o Corpo de Bombeiros. "No projeto que foi apresentado, não consta a instalação de um restaurante", disse ele, ressaltando que a rotina de fiscalização da corporação é apenas verificar restaurantes que tenham registro no sistema, o que não seria o caso do Filé Carioca.

No sábado, o delegado pretende ouvir o dono do estabelecimento e seu irmão, gerente do local. O proprietário, Rogério Amaral, foi liberado na quinta-feira do Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão. Ele foi levado em estado de choque após a explosão na manhã de ontem, que causou a morte de três pessoas e deixou 17 feridas. De acordo com a assessoria do hospital, a família de Amaral estava com medo que ele tivesse um infarto.

Ontem, os bombeiros encerraram as buscas por outras vítimas por volta das 14h30, depois de serem descartadas possibilidades de pessoas sob os escombros. Cães farejadores foram usados durante as buscas que começaram momentos após a explosão. A remoção total do entulho deve durar até dois meses.