AGU e INSS passam a administrar 44 imóveis da quadrilha de Georgina de Freitas 

Em cerimônia nesta quinta-feira, a Justiça Federal do Rio de Janeiro repassará à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a administração de 44 imóveis sequestrados do advogado Ilson Escóssia da Veiga, que integrava a quadrilha de uma das maiores fraudadoras do INSS, Jorgina de Freitas.

Estarão presentes na ocasião o presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, o sub-procurador geral Federal, Antônio Roberto Basso, o procurador-chefe do INSS, Alessandro Stefanutto, e o procurador regional Federal da 2ª Região (PRF2), Marcos da Silva Couto.

A liminar que transfere os bens foi obtida pela AGU na 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro e a responsabilidade da administração ficará com o INSS e o Núcleo de Ações Prioritárias da (NAP/PRF2). O objetivo é manter os bens isentos de dívidas de condomínio e IPTU, até que sejam leiloados. A administração se dará de forma privada, a fim de garantir a integridade dos bens, até decisão final do Juízo.

Esta sistemática de sequestrar os bens e designar como administrador o INSS, utilizada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, é pioneira no Brasil.

A cerimônia será às 13 horas, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, na Rua Acre 80, Centro. 

Imóveis

Dentre os imóveis de Ilson Escóssia estão sete lojas em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, três lotes em Arraial do Cabo, Região dos Lagos, e quatro apartamentos na Zona Sul da cidade. Ilson Escóssia era advogado, integrante da quadrilha de Jorgina de Freitas que em 1991 fraudaram o Instituto em mais de um bilhão de reais, em valores atualizados. 

Durante a CPI da Previdência, instalada para apurar os desvios, Escóssia foi qualificado como o "maior advogado fraudador do INSS". 

Escóssia foi condenado pela ação penal 04/91 do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, preso no complexo penitenciário de Bangu, e morreu em 2006 após sentir dores abdominais depois de cumprir 14 anos de detenção e ser socorrido num hospital público do Rio. 

O INSS já recuperou de Escóssia cerca de R$ 35 milhões em valores históricos, com leilão de 36 outros imóveis e de 522 kg de ouro.