No Rio, adesão à greve dos bancários é maior na capital

A adesão dos bancários fluminenses à greve nacional da categoria foi maior na capital, na avaliação do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Representantes do sindicato começaram o dia percorrendo as principais vias do centro da cidade do Rio para garantir que as agências não abrissem as portas ao público. Nenhum tumulto foi registrado, mas muitos clientes fizeram filas em casas lotéricas para pagar suas contas.

Para o presidente do sindicato, Almir Aguiar, apesar da greve trazer transtornos, as exigências dos bancários também incluem benefícios à população, como o aumento do horário de funcionamento e medidas para aumentar a segurança nas agências.

“Nós queremos garantir os nossos direitos, porque isso também serve para a população. Nós queremos a ampliação do horário de atendimento, para aumentar a possibilidade da população utilizar os serviços bancários e também estamos discutindo a questão da segurança bancária. No último semestre, mais de 33 pessoas morreram um função de assaltos e ‘saidinhas de banco’ no estado”, disse Aguiar.

Mesmo com o argumento apresentado pelo presidente do sindicato, há clientes que se dizem contrários ao movimento. O técnico da Defensoria Pública, Rodrigo Oliveira, de 23 anos, é um deles. Ele foi fazer um pagamento em uma agência bancária e teve que ir ao caixa eletrônico ao encontrar as portas fechadas. "Eu acho que deveria ter um outro meio, porque quem sai prejudicado são os clientes. Sou contra", desabafou.

O sindicato também informou que serviços de auto-atendimento serão mantidos e que funcionários ajudarão nas operações em caso de dúvidas.