Compradores internacionais sobem a Região Serrana para rodada de negócios

Evento tem como objetivo incentivar exportações de municípios afetados pelas chuvas de janeiro

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços abre hoje, em Nova Friburgo, mais uma edição das Rodadas de Negócios entre empresas da Região Serrana e compradores internacionais trazidos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Dezesseis compradores de nove países, com poder de compra estimado em mais de US$ 200 milhões, sentam-se à mesa com os 26 empresários dos municípios afetados pelas chuvas de janeiro.

Os representantes brasileiros foram selecionados para o Projeto Região Serrana RJ de acordo com o perfil de maturidade exportadora e representam os setores de moda íntima, bijuteria e bebidas e alimentos. Já os compradores estrangeiros são dos Estados Unidos, da França, da Espanha, da Argentina, do Chile, do Uruguai, do Paraguai, do Peru e do Equador.

As Rodadas de Negócios começaram às 10h30 e serão realizadas durante todo o dia. Cada empresa deverá ter de cinco a oito reuniões com os empresários internacionais. Além das negociações, os compradores participarão de visitas técnicas às empresas locais amanhã, das 8h às 12h. 

Revitalização da região exigiu ação diferenciada

Para a subsecretária de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio, as Rodadas de Negócios representam um grande avanço para empresas da Região Serrana e provam que estão preparadas para comercializar seus produtos no mercado internacional.

– Os mesmos atributos que permitem que os produtos da Região Serrana sejam amplamente consumidos em todo o Brasil serão capazes de atender às exigências dos grandes empresários internacionais – afirmou.

Essa é a primeira vez que a Apex-Brasil realiza um trabalho para reposicionar uma região abalada por tragédia natural. – A Apex-Brasil entendeu que a revitalização da economia dos municípios atingidos pelas fortes chuvas, no início do ano, exigia ação diferenciada e mais intensiva, de caráter econômico e social – disse o presidente da Agência, Maurício Borges.