Acusado de ordenar morte de juíza, oficial deixa delegacia sem prestar depoimento

O tenente-coronel da PM Claudio Luiz Oliveira deixou a sede da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) sem prestar depoimento, no início da noite desta terça-feira (27). O advogado do acusado de ter ordenado a morte da magistrada Patrícia Acioli, no último dia 11 de agosto, alegou que não teve acesso ao inquérito. Assim, uma nova data para o depoimento deve ser marcada nos próximos dias.

Ao chegar às 15h55 à sede da Delegacia de Homicídios da Capital, o ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo Claudio Luiz Oliveira negou ser o mandante da execução da magistrada Patrícia Acioli. Ela foi morta com 21 tiros no último dia 11 de agosto, na porta de sua casa, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Ao ser questionado sobre as acusações da Polícia Civil, de que ele teria ordenado a morte da juíza, Claudio Luiz disse que vai provar sua inocência.

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"Não tenho nada a ver com isso, sou inocente e tenho certeza de que isso vai ficar provado", disse o acusado, que esteve na delegacia sem advogado

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na casa do oficial, em Jacarepaguá (Zona Oeste do Rio). Até as 20h12 desta terça-feira, nada que comprove seu envolvimento no crime foi localizado na residência. As informações são do delegado Felipe Ettore, da Delegacia de Homicídios. Ainda de acordo com Ettore há outras provas que indiquem o envolvimento do ex-comandante na morte.

Claudio Luiz será levado ainda nesta terça-feira para o presídio Bangu 8, junto com outros cinco policiais do Grupo de Ações Táticas do 7º BPM (São Gonçalo). Eles vão cumprir prisão temporária de 15 dias.