Alerj busca parceria para disponibilizar, na internet, o cronograma de obras de megaeventos esportivos 

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) criada para fiscalizar e acompanhar o legado da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, presidida pelo deputado Nilton Salomão (PT), quer convidar o Escritório de Gestão de Projetos (EGP), órgão ligado à Secretaria de Estado da Casa Civil, para auxiliar no desenvolvimento de uma página na internet onde o cidadão possa acompanhar o cronograma de obras realizadas pelos governos estadual e do município do Rio. A ideia foi dada pelo coordenador Executivo do Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam), Gelson Baptista Serva, durante audiência pública, que discutiu, nesta quinta-feira (22/09), os projetos em andamento para a despoluição da Baía de Guanabara.

“É de extrema importância desenvolvermos um canal para que os órgãos responsáveis por cada obra possam divulgar de forma transparente o que está sendo feito e os recursos financeiros empenhados pelos governos, não só na questão da despoluição da baía, mas de todo o legado da Copa e Olimpíadas”, afirmou Salomão. O parlamentar reforçou ainda a necessidade de criar mais programas de educação ambiental para serem executados nas escolas estaduais e municipais das comunidades localizadas no entorno dos rios e da Baía de Guanabara. Salomão informou ainda que a Comissão do Legado irá realizar uma audiência para discutir a situação da poluição no sistema lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.

Durante o evento, o coordenador Gelson Serva apresentou os projetos do Governo do estado para a despoluição da Baía de Guanabara, que objetivam a ampliação de 30% para 60% da coleta e do tratamento de esgoto e a erradicação dos lixões em todo o estado até 2014. Para isso, está previsto o investimento total de US$ 640 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (US$ 452 milhões) e do Governo do Estado do Rio (US$ 188 milhões). Segundo ele, os recursos servirão, em uma primeira etapa, para a implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgoto em Alcântara, São Gonçalo, e na Cidade Nova (Centro do Rio). Na segunda etapa, que deve ser iniciada em 2012, estão previstas obras na Pavuna, Sarapuí (Baixada Fluminense), Itaboraí e no sistema lagunar da Barra e de Jacarepaguá.

Já o coordenador de recursos hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio, Alexandre De Bonis, apresentou programas da prefeitura relacionados à contenção de enchentes, à drenagem de canais que desembocam na Baía de Guanabara e ao desvio de cursos de rios poluídos para a ETE de Alegria. Dentre esses programas, estão o saneamento urbano do Porto Maravilha e da Bacia Hidrográfica do Rio Marangá, que abrange bairros das zonas Norte e Oeste da capital, além do Programa de Recuperação Ambiental da Bacia do Canal do Mangue.

Para a presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj, deputada Aspásia Camargo (PV), integrante da Comissão do Legado, os programas precisam incluir a conscientização da população para que se diminua o acúmulo de lixo em rios que desembocam na Baía de Guanabara. Ela também alertou para que os projetos dos governos estadual e municipal tenham o foco "na despoluição como um todo e não apenas em uma das suas causas". “A carência de saneamento no estado é um grande problema, mas não é o único. Queremos dispor de mais dados que especifiquem claramente como está o processo de limpeza da baía”, comentou a parlamentar.

Também estiveram presentes no evento o deputado Bebeto (PDT) e o secretário de Meio Ambiente e Turismo de Magé, Cláudio Furtado Cosentino.