Sobe para 64 número de denúncias sobre morte de juíza

O disque-denúncia da Polícia Civil do Rio de Janeiro contabilizou até as 15h deste domingo um total de 64 ligações de pessoas que querem repassar informações sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli. Segundo o serviço, todos os dados já foram encaminhados para a Delegacia de Homicídios, que ainda não conseguiu prender suspeitos pelo crime.

Nas últimas horas, o disque-denúncia tem feito apelos para que a população ajude. Informações podem ser repassadas pelo telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

Patrícia foi morta com 21 tiros na noite de quinta, na porta de sua casa em Niterói, na região metropolitana do Rio. O conteúdo das informações obtidas no disque-denúncia é mantido em sigilo.

Pelo menos 18 pessoas já foram ouvidas no inquérito sobre o primeiro caso de execução de um juíz da história do Estado do Rio de Janeiro. Companheiro de Patrícia, o policial militar Marcelo Poubel, prestou depoimento durante mais de seis horas na DH na última sexta-feira. Cerca de 20 policiais civis estão nas ruas procurando pistas dos assassinos da magistrada.

Juíza estava em "lista negra" de criminosos

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.