Alerj leva à Baixada Fluminense campanha de prevenção ao crack

A Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realiza hoje (13) campanha de prevenção ao crack na Baixada Fluminense. Baixada Unida no Enfrentamento ao Crack é o nome da campanha, que já percorreu os municípios de Duque de Caxias, Belford Roxo, Nilópolis e Itaguaí e, agora à tarde, encerra os trabalhos em Seropédica e Queimados.

A presidente da comissão, deputada Claise Maria Zito (PSDB-RJ), disse à Agência Brasil que todos os prefeitos da baixada aderiram à causa e viram a importância dessa união para melhorar a situação.

Ela destacou que essa integração ocorreu  independentemente de siglas partidárias e vocações políticas. “Todos abraçaram (a causa), pensando no povo, nas crianças e nos adolescentes. Esse é um momento histórico para a Baixada Fluminense”.

A ideia, segundo a presidente da comissão, é promover a campanha como meio de sensibilizar as autoridades para que haja uma política comum de enfrentamento da droga. “Como presidente da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso, percebi ações isoladas. Um município fazia e outro não fazia. O combate à droga tem que ser uma ação conjunta”. A intenção de Claise é levar a campanha aos 92 municípios fluminenses.

Ela pretende mostrar também a necessidade do apoio do governo do estado à campanha. Sugeriu a criação de um Centro de Tratamento para Dependentes Químicos na baixada, que funcionaria por meio do modelo de consórcio, em que o trabalho e as obrigações são de responsabilidade de todos, incluindo os governos municipais. “O objetivo é dar um atendimento digno aos dependentes. Porque a gente fala muito da prevenção mas, depois, quando a criança ou o adolescente já está viciado, é necessário o tratamento”.

A iniciativa de hoje é um ponto de partida. “É unir forças. Porque a união faz a força. E fazer um alerta que a Baixada Fluminense está precisando de ajuda". A deputada lembrou que o crack afeta não só crianças e jovens, mas acaba por destruir toda a família. Para Claise, é preciso que sejam implantadas imediatamente políticas públicas de combate ao crack. “Não pode  ficar para depois. Têm de ser políticas públicas voltadas para o social, porque a vulnerabilidade está alarmante na Baixada Fluminense. O compromisso tem de ser de toda a sociedade”, acrescentou.

A comissão pretende organizar, em 5 de novembro, o Dia Estadual de Combate ao Crack, quando deverá ser realizada uma campanha contra a droga. “Todo o estado do Rio enfrentando (o crack), numa campanha estadual. Esse é o nosso objetivo”. Até lá, serão promovidos seminários de esclarecimento e informação à população. “Temos que sair dos gabinetes e ir para as ruas. Porque é nas ruas que a gente vê a realidade”, disse.