Corpo que seria de menino Juan segue para o Instituto Médico Legal

Peritos da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense informaram, nesta quinta-feira, que o corpo encontrado no Rio Botas, na localidade de Recantos, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que as autoridades acreditam que possa ser do menino Juan Moraes, seguiu no início da tarde para o Instituto Médico Legal, na Leopoldina.

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Lá, o corpo passará por exames que devem identificar se trata-se dos restos mortais do menino que desapareceu há dez dias na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, PMs trocaram tiros com traficantes locais deixando Juan e mais dois feridos.

Entre os atingidos pelos disparos está o irmão de Juan, Weslley Felipe de Moraes, de 14 anos, e Wanderson dos Santos de Assis, de 19.

Os peritos também informaram que o estágio de decomposição do corpo encontrado é compatível com o tempo de desaparecimento do menino. Uma luva também foi coletada.

Os restos mortais da criança encontrada, ainda segundo os peritos, também apresentam um trauma na cabeça, que não foi provocado por bala disparada por arma de fogo. Entretanto, o trauma não elimina a possibilidade de que a vítima tenha sido alvejada em alguma parte do corpo. 


Manifestação

Integrantes da ONG Rio de Paz, organização que luta pela redução de homicídios em todo o Brasil,  fizeram, na tarde desta quarta-feira, uma manifestação em protesto contra o desaparecimento de Juan Moraes.

Membros da ONG estiveram na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) onde foi  extendida uma faixa com a pergunta 'Onde está Juan?', que na terça-feira chegou ao trend topics (assuntos mais comentados) brasileiro do Twiiter - milhares de pessoas em todo o país realizaram um protesto virtual em que cobravam das autoridades que o garoto fosse localizado. 

A manifestação contou com a presença de familiares da engenheira Patrícia Amieiro, que desapareceu há três anos, que esteve na Alerj para prestar solidariedade à família de Juan. Em ambos os casos os policiais militares são acusados de sumir com os corpos das vítimas.