Modelo de tratamento de esgoto na Zona Oeste será ampliado para outras regiões

O secretário de Estado da Casa Civil Regis Fichtner anunciou, nesta terça-feira (10/5), que o modelo de parceria entre Estado, Prefeitura, Cedae e uma empresa privada, para o tratamento de água e esgoto na Zona Oeste do Rio, poderá ser expandido para outras regiões, como São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Baixada Fluminense.

O modelo é uma Parceria Público Privada (PPP) que envolve o estado do Rio de Janeiro, a prefeitura, a Cedae e uma empresa que será contratada por uma licitação feita pelo município. O governo estadual, portanto, continuará fornecendo e tratando a água, por meio da Cedae, e o município, por meio da empresa privada, será responsável pelo tratamento de esgoto. Segundo o secretário Regis Fichtner, esse é um projeto piloto que poderá ser ampliado.

- Nós queremos expandir esse mesmo projeto para aquela região de São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e para a Baixada Fluminense também. Esse é um modelo que irá servir para a gente levar mais rápido, e com mais eficiência, esgotamento sanitário e saneamento para toda a Baixada Fluminense – disse o secretário.

O novo sistema será implementado em 21 bairros da Zona Oeste. Na região, apenas 4% do esgoto coletado é tratado e o restante é jogado no meio ambiente. O novo modelo vai permitir que a situação seja resolvida. Da Zona Oeste, apenas a Barra da Tijuca e Jacarepaguá estão de fora do sistema, por já terem uma grande cobertura de coleta e tratamento de esgoto, feito pela Cedae. De acordo com o secretário da Casa Civil, no entanto, também há previsão de investimentos para a região.

- A meta é chegar até 2016 com 100% de cobertura na Barra, Jacarepaguá e Recreio. Então, isso já está no plano de investimentos do Estado e da Cedae. Para esta região da Zona Oeste é que não havia ainda um planejamento de investimentos suficiente para colocar a Zona Oeste dentro da média de tratamento de esgoto sanitário do resto da cidade. E é isso que nós estamos fazendo agora – acrescentou Fichtner.

O secretário ressaltou ainda que não vai haver alteração no valor da tarifa para os moradores da região.

- Não haverá nenhum aumento por conta dessa parceria. Vai continuar o mesmo sistema de tarifa social para as pessoas de baixa renda. Não haverá nenhuma alteração. O que vai acontecer é que a pessoa vai continuar pagando uma conta única. Só que o banco, quando receber esse pagamento do usuário, vai dividir. Metade vai ser direcionado diretamente para a Cedae, e a outra metade, que corresponde ao esgoto, para a empresa que estiver fornecendo o serviço de esgotamento sanitário – disse Regis Fichtner.