Cremerj promove protesto no Dia das Mães

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) vai aproveitar as comemorações do Dia das Mães para protestar contra as condições de atendimento às mães e seus bebês nas maternidades da rede pública. Neste domingo, dia 8 de maio, às 10h, será realizada uma manifestação na porta da Maternidade Leila Diniz, na Barra da Tijuca.

Vestidos com jalecos brancos, os manifestantes vão entregar flores às pacientes da unidade onde, no dia 20 de abril, a Comissão de Fiscalização do Cremerj encontrou gestantes e parturientes com bebês recém-nascidos internadas, sentadas em cadeiras. Vereadores, deputados estaduais e federais, representantes da OAB e da Comissão de Direitos Humanos, além das sociedades de especialidade, como Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, por exemplo, foram convidados pelo Cremerj.

Há duas semanas, o Conselho realizou uma fiscalização na Maternidade Leila Diniz, anexa ao Hospital Lourenço Jorge. Mulheres à espera do parto e outras que acabaram de ganhar seus bebês aguardavam em cadeiras pouco confortáveis, enquanto havia espaço em enfermarias vazias por falta de médicos e infraestrutura.

A unidade conta apenas com quatro médicos por plantão, que atendem, simultaneamente, a Unidade de Terapia Intensiva, a Unidade Intermediária, salas de partos e o alojamento conjunto.

 Outro fator que contribuiu para o agravamento da superlotação na Maternidade Leila Diniz foi o fechamento de duas unidades: o Hospital Pedro II (Santa Cruz) e a Maternidade Pró-Matre (Centro).Somadas, estas duas unidades realizavam quase 900 partos por mês, sendo 400 do Pedro II e 500 da Pró-Matre. A interrupção do atendimento provocou o aumento da demanda na Leila Diniz, que atualmente realiza 600 partos por mês. A unidade recebe, em média, 20 gestantes por dia, mas tem apenas sete leitos pré-partos.