MP pede a prisão preventiva de vigia que confessou ter matado estudante em escola da Zona Oeste

O vigia Luiz Carlos de Oliveira que matou a estudante Mariana Gonçalves de Souza, de 21 anos de idade, no início do mês passado, com golpes de pé-de-cabra e de faca teve sua prisão preventiva pedida nesta terça-feira (5) pelo Ministério Público.

O assassino responderá pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Em caso de condenação, o crime – cometido por motivo torpe (a vítima não correspondeu às investidas “amorosas” de Luiz Carlos); meio cruel; e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima – pode resultar em uma pena de até 30 anos de prisão. 

De acordo com a denúncia, subscrita pelo Promotor de Justiça titular da 20ª PIP, Marcus Vinicius C. M. Leite, o delito foi cometido “com emprego de meio cruel, havendo o denunciado violentamente espancado a vítima com golpes de pé-de-cabra – quebrando-lhe vários dentes no processo – e, após, dilacerado sua garganta com a utilização de uma faca”. 

Luiz Carlos, de 50 anos, cuja prisão temporária vencerá na próxima sexta-feira, confessou ter cometido o assassinato e disse que se descontrolou após ter pedido um beijo à vítima e ela ter negado. Mariana, que era filha dos proprietários do Centro Educacional Gonçalo Dorneles, onde o homicida trabalhava como vigia, foi morta dentro da escola.  

No pedido de prisão preventiva que acompanhou a denúncia, o Promotor afirmou que a decretação da prisão preventiva é indispensável por “se tratar de crime que chocou todo o país pelas indizíveis covardia, crueldade e brutalidade com que foi perpetrado”.