Prefeitura do Rio faz mapeamento digital do subsolo da cidade

RIO - O mapa do subsolo do Rio de Janeiro começa a ser traçado a partir de hoje, com o início de um projeto pioneiro no Brasil. Representantes do Instituto Pereira Passos (IPP), Secretaria Municipal de Conservação, CEG, Light, Cedae e da companhia telefônica Oi participam nesta segunda-feira, às 14 horas, de um encontro que inaugura o mapeamento digital integrado do subsolo da cidade. A reunião será no auditório na sede do IPP, em Laranjeiras.

Coordenado pela Seconserva e pelo IPP, o projeto vai unificar os cadastros das principais empresas que produzem obras de infraestrutura na cidade em um sistema de informações, a ser atualizado periodicamente.

O Rio de Janeiro será a primeira metrópole brasileira a contar com uma ferramenta de gestão para permitir intervenções mais ágeis e eficazes no tecido urbano. O sistema unificado vai evitar que as obras de uma empresa danifiquem estruturas já existentes, reduzindo o risco para trabalhadores e cidadãos. Com base no cadastro, também será possível licenciar obras com maior rapidez e facilitar investimentos em parceria entre as concesssionárias.

Com um orçamento de R$ 2 milhões, dividido entre a quatro prestadoras de serviços, o projeto executado pela empresa NIP do Brasil tem como inspiração o sistema implantado em Barcelona em 1990, dois anos antes dos Jogos Olímpicos. Em fevereiro, um grupo técnico visitou a cidade espanhola para conhecer a Acefat, sociedade formada pelo governo da cidade e as principais empresas de telefonia, água e luz de Barcelona.

–Pudemos ver no cotidiano o efeito positivo da gestão integrada sobre a qualidade de vida dos cidadãos. Observamos obras bem cuidadas, acabadas e sinalizadas. Sempre que era possível, as intervenções urbanas tinham pouco impacto sobre o ir e vir das pessoas – relata o Luiz Roberto Arueira, gerente de Geoprocessamento do Instituto Pereira Passos.