Médico que morreu em clube gay da Zona Sul teve edema nos pulmões, diz Polícia Civil

PMs teriam roubado pertences da vítima

 

A Polícia Civil informou na tarde desta sexta-feira (1º) que concluiu as investigações sobre a morte do cirurgião plástico E.R.M.C, 55 anos, ocorrida no último dia 26, sábado, por volta das 22 h, no interior do “Club 117”, na Rua Cândido Mendes, 117, na Glória, e apurou que o médico faleceu por causa de um edema agudo dos pulmões, conforme o laudo emitido pelo IML. 

Segundo o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP (Catete), a morte natural ficou evidenciada devido ao laudo e os depoimentos de amigos, parentes do cirurgião plástico, do garoto de programa que estava em companhia dele, além de funcionários do clube. Ainda segundo o titular, os documentos também comprovam que o médico, natural de Belém do Pará e morador no Rio de Janeiro há mais de 30 anos, sofria de uma cardiopatia e estava licenciado do Hospital Federal de Ipanema, onde era servidor. 

O delegado investiga ainda o envolvimento de policiais militares no furto de um cordão e um relógio da vítima que estava guardado em um armário no vestiário do clube. Imagens do circuito interno do estabelecimento mostram que um dos policiais militares e um homem à paisana, abriram o armário e guardaram os pertences do médico em um saco preto para ser entregue na Delegacia.

A carteira de documentos do médico, contendo cartões bancários e a quantia de R$300, só foi entregue na Delegacia do Catete na terça-feira, após os PMs serem questionados pelo delegado.