Exposição sobre tuberculose no metrô do Rio informa sobre riscos e tratamentos da doença

Um posto de saúde virtual e interativo, onde monitores orientam o público sobre fatores de contágio, métodos de prevenção, tratamentos e diagnósticos, é uma das atrações da exposição Tecnologias Sociais Comunitárias na Prevenção da Tuberculose. A mostra, criada pelo Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, foi inaugurada hoje (2) na Estação Carioca do metrô, no centro do Rio de Janeiro.

De acordo com a coordenadora do projeto, Cristina Boaretto, o Brasil é o 18º país do mundo com mais casos de tuberculose. Anualmente, são registrados cerca de 72 mil novos casos e quase 5 mil mortes. Segundo ela, o objetivo da exposição, que vai até o dia 11, é informar o público e combater o preconceito que ainda existe sobre a doença.

“Uma das causas da mortalidade alta é que as pessoas ainda demoram para procurar tratamento. Existe muito estigma e preconceito com relação à tuberculose”, disse.

A coordenadora explicou que a tosse ainda é o principal sintoma da doença e a mais importante forma de transmissão. Mas é preciso ter conciência de que a tuberculose tem cura e tratamento médico gratuito nas unidades públicas de saúde.

O maior problema, porém, é o longo tempo de tratamento, cerca de seis meses. Alguns pacientes, quando começam a se sentir melhor, abandonam o tratamento. “Quando interrompemos o tratamento na metade, a gente fortalece o bacilo da tuberculose. O paciente vai ter uma recaída grave e, muitas vezes, aquele bacilo não vai responder mais à medicação. É muito grave a interrupção”, alertou Boaretto.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, o estado tem a maior taxa de incidência do país, com 11 mil casos da doença notificados por ano. A taxa de mortalidade é de 4 para cada grupo de 100 mil habitantes e a de abandono do tratamento fica em 14 para cada 100 mil.