Estudo da Firjan aponta as melhores e piores favelas com UPPs

Jardim Batan é a comunidade que apresenta os piores índices

RIO - Estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra o perfil socieconômico de nove das 13 comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O Jardim Batan, em Realengo, na Zona Oeste, antes dominada pelas milícias, é a que apresenta os piores índices. Já o Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul, é a melhor comunidade.

A Firjan ouviu quase nove mil moradores, entre junho e agosto deste ano, sobre renda, trabalho, saúde, educação, cultura e infraestrutura, entre outros itens. A pesquisa foi feita nas comunidades do Batan e Cidade de Deus, na Zona Oeste; Babilônia, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Ladeira dos Tabajaras, Santa Marta e Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul; e na Providência, no Centro.

Com 40 mil habitantes, a favela Jardim Batan tem a pior renda per capita: R$ 406,10. A melhor renda per capita é no Pavão-Pavãozinho, com R$ 691,30. A média, considerando todas as comunidades com UPPs, é de R$ 556. Na Região Metropolitana do Rio, a renda per capita média é de R$ 905,50. Ainda segundo a pesquisa, 36,6% da população do Batan pode ser considerada pobre, contra 16,9% da Ladeira dos Tabajaras.

O estudo traçou ainda os índices de desemprego e frequência nas escolas nessas favelas. A comunidade que apresenta menor taxa de desemprego é o Chapéu Mangueira, no Leme, na Zona Sul, com 4,6% da população economicamente ativa desempregadas. Novamente, o Batan aparece no pior lugar, com 19,7%.

As favelas com maior número de habitantes com carteira assinada são o Pavão-Pavãozinho e o Santa Marta, com 64%, contra 15,6% da Cidade de Deus e 16,7% da Providência. O Chapéu Mangueira é a comunidade com mais trabalhadores por conta própria: 20,4%.

 

Serviços

Sobre iluminação pública, a Ladeira dos Tabajaras aparece em primeiro lugar, com 74,9% da favela iluminada, contra 48,5% do Batan, o último colocado, que também é a comunidade menos pavimentada, com apenas 50,9% das vias asfaltadas. Nas demais favelas pacificadas o número sobe para pelo menos 80%.

No entanto, o Batan tem a melhor identificação de ruas e domicílios, com placas e números, com 59,4% e 41,3%, respectivamente.