Implodida mansão de industrial coreano construída em área protegida em Paraty

Para construir a mansão, o coreano desmatou uma grande área de Mata Atlântica

RIO - Depois de uma grande “batalha” judicial, a mansão do industrial coreano Kyong Gon Kim finalmente foi ao chão. O imóvel,  de 1.600 metros quadrados, construído em área protegida, em Paraty, no Sul Fluminense, foi implodido, com sucesso, nesta terça-feira, em operação comandada pela secretária estadual do  Ambiente, Marilene Ramos.

A ação foi executada pela Força Tarefa Ambiental, integrada por agentes e técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente e seus órgão vinculados, a Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais), e o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), além de Ibama  e policiais do Batalhão de Polícia Florestal. Para demolir a habitação, foram utilizados 20 quilos de dinamite. O proprietário foi multado e indiciado por crime ambiental.

De acordo com Marilene Ramos, o coreano já havia sido notificado  várias vezes sobre a ilegalidade da obra. “Ele, inclusive, foi obrigado, em uma ação civil pública, a demolir a habitação e fazer o replantio da área que desmatou. A demolição da mansão foi custeada pelo Governo do Estado e o proprietário será obrigado a ressarcir o Estado, sob pena de inclusão na Dívida Ativa”, afirmou a secretária.

Para construir a mansão, o coreano desmatou uma grande área de Mata Atlântica. Após a demolição, houve um princípio de incêndio, o que foi rapidamente controlado pelo Corpo de Bombeiros e policiais do Batalhão Florestal.

“Com essa ação, as pessoas vão pensar duas vezes antes de construir em áreas protegidas. A operação para reprimir crimes ambientais no Sul Fluminense será realizada por tempo indeterminado”, disse Marilene Ramos.

Segunda-feira, ainda durante a blitz ecológica, a Força Tarefa desmantelou um esquema de loteamento irregular na Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu, em Paraty. Natanael Costa de Paula foi preso em flagrante quando construía uma casa no loteamento. Ele contou à polícia que não sabia da ilegalidade da obra e que comprou o terreno por R$ 9 mil de um homem chamado Varlito Ferreira Martins que se dizia dono dos terrenos. Natanael foi encaminhado para a 167ª  DP (Paraty) onde prestou esclarecimentos.

Sábado passado, a força tarefa estourou uma fábrica clandestina de palmitos em Angra dos Reis. Duas pessoas foram presas e pelo menos duas toneladas de palmitos foram apreendidas. Além das ilegalidades apontadas, o produto também estava impróprio para o consumo.