Começa concurso nacional para selecionar projetos olímpicos para o Porto

Projetos vencedores deverão ter como diretriz o legado das construções após as Olimpíadas 2016

RIO - A Prefeitura do Rio e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) lançaram nesta terça-feira, dia 9, o concurso nacional "Porto Olímpico", que vai selecionar os melhores projetos para a construção das instalações olímpicas previstas para a região portuária. O Concurso Porto Olímpico será realizado em etapa única e seus vencedores serão conhecidos em fevereiro de 2011. Serão quatro premiações, em função dos estudos selecionados para duas áreas de terreno: o primeiro lugar ganhará o prêmio de R$ 80 mil; o segundo, R$ 35 mil; o terceiro colocado receberá R$ 25 mil; e o quarto, R$ 20 mil.

Serão recebidos projetos para as vilas de Mídia e de Árbitros, com um total de 10.600 quartos, e para os centros de Mídia Não Credenciada, Principal de Operações (MOC), Operacional de Tecnologia (TOC), de Distribuição de Uniformes (UAC), Principal de Distribuição (MDC) e Principal de Credenciamento (MAC). Os projetos também devem incluir um Centro de Convenções de médio porte e um hotel. Levando-se em consideração que a principal diretriz do concurso é o legado após os jogos, será fator relevante para a escolha dos vencedores a possibilidade de uso futuro, residencial e comercial, dessas construções.

A cerimônia, realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, reuniu o prefeito Eduardo Paes, o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, e os secretários municipais de Desenvolvimento (Felipe Góes), da Casa Civil (Pedro Paulo Carvalho), e de Urbanismo (Sérgio Dias), além do diretor geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, Eduardo Grinner. 

Em seu discurso, o prefeito do Rio apontou a parceria com o IAB como passo importante para o renascimento da região portuária:

- Hoje é um dia de muita alegria, uma vez que, olhando para este novo momento que o Rio vive, de capacidade construtiva e de investimentos, estamos lançando um novo desafio ao Instituto de Arquitetos do Brasil, conhecido por sua história e transparência. O concurso Porto Olímpico será fundamental para uma valorização ainda maior da região, que passa por um projeto de reestruturação urbana totalmente inovador - disse Eduardo Paes, referindo-se ao projeto Porto Maravilha.

As construções serão erguidas em terrenos da União transferidos ao Município, em um total de 140 mil m², distribuídos na região de Praia Formosa, na Praça Marechal Hermes, 63 (próxima à Rodoviária Novo Rio) e ao longo da Avenida Francisco Bicalho, incluindo o terreno ocupado pela Usina de Asfalto da Prefeitura.

O secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes, apontou as principais premissas que precisam ser levadas em consideração pelo projeto vencedor:

- A primeira é uma boa ocupação da área. Para a alteração urbana que a Prefeitura montou na região portuária é necessário que essa área esteja adensada, bem ocupada. A segunda refere-se à qualidade urbanística. Como se trata de um projeto olímpico, vamos premiar inovação e capacidade de respeito ao meio ambiente, uma vez que a cidade será vitrine do Brasil para o mundo em 2016 - afirmou Felipe Góes, completando que as obras devem começar entre o final de 2011 e primeiro semestre de 2012 (após definição do orçamento do projeto vencedor), estando prontas em 2015. Segundo ele, a Prefeitura do Rio está investindo R$ 800 mil no concurso, incluindo julgamento e premiação.

O júri do Concurso Porto Olímpico será formado por arquitetos representando a Prefeitura, o Comitê Rio 2016, a Companhia de Desenvolvimento da Região Portuária (CEDURP), o IAB e os concorrentes.

Segundo o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a instalação de equipamentos olímpicos na região portuária, solicitada pela Prefeitura e aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), permitirá melhor distribuição dos investimentos que serão realizados na cidade e irá colaborar com o projeto Porto Maravilha.

- Eu diria que o concurso é a simbiose dos Jogos Olímpicos de 2016 e o projeto Porto Maravilha. Uma oportunidade maravilhosa de pontencializar a captação que o Porto Maravilha pode trazer, contribuindo para odesenvolvimento de nossa cidade - afirmou Magalhães, que convocou os arquitetos do Brasil a dar sua contribuição "carinhosa e competente" ao Rio de Janeiro.

O diretor geral do Comitê Organizador Rio 2016, Eduardo Grinner, destacou o empenho da Prefeitura na revitalização da região portuária como ponto fundamental do projeto olímpico:

- Graças ao empenho da Prefeitura do Rio e à energia olímpica do prefeito Eduardo Paes, o projeto Porto Maravilha saiu do papel. Tenho absoluta certeza de que o Centro do Rio está resgatando sua referência urbanística - disse Eduardo Grinner.