Inea organiza encontro sobre coleta seletiva

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vinculado á Secretaria do Ambiente, realiza, nesta terça-feira, num dos auditórios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, a quarta e última oficina deste ano para a implantação do programa Coleta Seletiva Solidária em escolas estaduais. O encontro, que reúne gestores educacionais e professores de colégios estaduais de vários municípios fluminenses, é coordenado pela gerente de Educação Ambiental do Inea, Pólita Gonçalves. A abertura, na manhã de hoje, contou com a participação do coordenador de Reciclagem, da Superintendência de Qualidade Ambiental, da Secretaria do Ambiente, Jorge Luiz Pinheiro, e da coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, Deise Keller.

O programa do Inea é desenvolvido por equipe multidisciplinar, através de oficinas de capacitação e planejamento participativo da coleta seletiva solidária municipal em cinco eixos de ação – gestores públicos municipais, escolas estaduais, catadores, órgãos públicos estaduais e condomínios. Como os três anteriores, a expectativa é que o de hoje mantenha a média de 200 participantes. A série de oficinas começou em março, teve outra em maio e a terceira em agosto. As escolas estaduais, assim como os órgãos públicos, são obrigadas pelo Decreto estadual 40.645/2007 a implantar a coleta seletiva e doar o material reciclável para as cooperativas de catadores.

– Em cada reunião, 50% são de novos participantes e o restante repete a participação para tirar dúvidas, trocar idéias e falar de suas dificuldades para encontrar caminhos e soluções que facilitem o processo de implantação do programa em suas escolas – afirmou Pólita.

Segundo a coordenadora da série de encontros, 20 escolas estaduais já implantaram a coleta seletiva, a maioria de Miguel Pereira, na Região Centro-Sul Fluminense, mas, pelo menos, 250 estão sendo acompanhadas no processo de implantação. Elas ficam num dos seis municípios – Teresópolis, Petrópolis, Carmo, Duque de Caxias, Miguel Pereira e Mendes – que já implantaram um sistema de coleta seletiva de lixo e em três – Angra dos reis, Laje do Muriaé e Queimados – que estão em fase de implantação, nos quais são feitas periodicamente oficinas para treinamento de gestores públicos municipais, outra linha de ação do programa do Inea.

– Nossa prioridade são essas cidades, porque facilita muito o processo de implantação da coleta seletiva nas escolas quando a prefeitura está fazendo a coleta seletiva no ponto a ponto. Inclusive, além dos alunos, a escola integrada ao programa pode ser um ponto de entrega voluntária para famílias. Portanto, não há motivo nessas cidades e nessas escolas para que o programa não aconteça em sua plenitude – explicou Pólita.

Segundo a coordenadora, as escolas situadas em município que não tem estrutura de coleta de lixo reciclável podem se articular diretamente com uma cooperativa de catadores, que faria o recolhimento do material reciclado. Para que a implantação do coleta seletiva, a escola ou órgão público deve ler, em primeiro lugar, o decreto quer regulamenta o programa.

– Temos dois sites (www.coletaseletivasolidaria.com.br e o www.inea.rj.gov.br/coletaseletivasolidaria) e um e-mail ([email protected]) onde as pessoas podem ver cartazes, folders, seguir o passo-a-passo e apresentação em Power-point para poder trabalhar internamente a implantação – indicou Pólita.

Os encontros com gestores escolares prosseguem no ano que vem, mas, ainda este ano, haverá reuniões com gestores públicos dos 25 municípios atendidos atualmente pelo programa. Já foram realizados cerca de 70 desses encontros até agora.

A coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, por sua vez, disse que a rede estadual de ensino está totalmente integrada nesse esforço. Ela ressaltou, inclusive, que não há escola estadual que não desenvolva, pelo menos, uma ação ambiental durante o ano letivo. Ela citou o entusiasmo de um grupo de professores ingleses da rede pública que veio ao Rio, no ano passado, conhecer alguns desses projetos bem-sucedidos.

– Gostaram tanto que, este ano, outro grupo de professores ingleses chegou na semana passada e, desde então, visita duas escolas por dia. Com todas as dificuldades e problemas que enfrentamos, nossas escolas ainda conseguem ser exemplo para um país de Primeiro Mundo – exaltou Deise Keller.