Estado promete construir mais quatro hospitais no Grande Rio

O governador Sérgio Cabral anunciou, na manhã desta terça-feira (19/10), a construção de quatro unidades hospitalares na Região Metropolitana. O anúncio foi feito pelo governador após participar de uma solenidade de assinatura de convênio com a Prefeitura do Rio e a Fundação Roberto Marinho, na sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, para a construção do Museu do Amanhã, no píer da Praça Mauá, no Centro da cidade.

Cabral informou que o governo do estado acertou uma parceria com a Petrobras para a implantação de um centro de trauma e queimados em um prédio que será construído anexo ao Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e de outro centro de trauma e queimados em um anexo ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, cujas instalações passarão também por completa reforma. O custo desses projetos deve ficar em torno de R$ 133 milhões.

- Tanto o hospital de Santa Cruz quanto o de Saracuruna tiveram, nestes últimos 20 anos, um acréscimo na demanda de pacientes acidentados por conta do aumento de fluxo de veículos nas BR-101 (Avenida Brasil), BR-040 (Washington Luiz) e BR-116 (Rio-Teresópolis), o que justifica a construção dessas unidades hospitalares. Estas obras foram acertadas ontem numa reunião minha com o secretário de Saúde (Sérgio Côrtes). O martelo já está batido e vamos fazer agora os ajustes finais. São obras para ficarem prontas no próximo ano – garantiu Cabral.

O governador ainda anunciou duas novidades para a região de Niterói: o Hospital Santa Mônica, que é privado e já foi desapropriado, será transformado em uma unidade de transplantes e cirurgias na área de neurologia e o antigo prédio do Iaserj na cidade, próximo à Ponte Rio-Niterói, será transformado no segundo Hospital Azevedo Lima, porque o primeiro está muito sobrecarregado. Os dois projetos custarão cerca de R$ 100 milhões e devem ficar prontos também no ano que vem.

– O governo do estado passou de um agente secundário para o principal no atendimento à saúde. Para se ter uma idéia, na crise da dengue, o maior receptor de doentes foi a rede estadual de saúde. Quando isto seria possível há seis anos? Então, hoje temos um papel de maior protagonismo e, claro, com maior demanda – ressaltou Cabral.