Estudantes fazem inventário de bens tombados de Angra dos Reis

     RIO - Um grupo de 24 alunos do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), sob a coordenação dos professores José Pessoa e Ana Carmen Casco, está fazendo o inventário dos bens históricos edificados de Angra dos Reis. O município está situado na Costa Verde do estado do Rio.



O trabalho é feito em parceria com a prefeitura e já levantou, no mês passado, quatro monumentos - as ruínas do Convento de São Bernardino e duas casas tombadas do século 19, no centro da cidade, entre elas a Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis e a Capela da Ribeira, nos arredores do município.

“Neste semestre, vamos ter mais nove imóveis dentro da disciplina [projeto de restauração]”, disse o professor. Um deles está situado na Ilha Grande, outro no centro de Angra e os sete restantes na Vila Histórica de Mambucaba. Segundo Pessoa, essa é uma experiência interessante na atividade de extensão dos universitários, “na relação da universidade com a sociedade, envolvendo a prefeitura de Angra e a população”.

Os alunos, segundo ele, têm a oportunidade de se deparar com casos concretos, além de poder devolver um produto para a população local, que é o inventário dos bens. “Angra dos Reis vai passar a contar com um banco de dados de todos os imóveis tombados, os imóveis de valor arquitetônico e cultural do município”.

José Pessoa lembrou que boa parte dos imóveis precisa de recuperação. O banco de dados dará à prefeitura condições de pleitear recursos para a restauração desses bens. “A gente estará construindo uma radiografia do estado do patrimônio tombado de Angra. Vai ser um instrumento para a prefeitura planejar ações de preservação e conservação do patrimônio”.

A atual etapa do trabalho deverá ser concluída até novembro próximo. O professor acredita que o levantamento dos cerca de 50 imóveis tombados de Angra poderá se estender até o primeiro semestre de 2012. “Depende do número de alunos que vão se inscrevendo a cada semestre”.

Ele observou grande interesse dos alunos em participar. “Eles aceitam a proposta com grande entusiasmo, porque entendem que o trabalho vai servir de base para futuras ações da prefeitura. Isso também gera um envolvimento muito grande dos alunos”, concluiu.