Nova ecobarreira da Baixada retira 30 t/mês de lixo da Baía de Guanabara

A partir desta sexta-feira (17/9), pelo menos 30 toneladas de lixo deixam de ser despejados todos os meses na Baía de Guanabara com a nova ecobarreira instalada no Rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, acompanhada do presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Luiz Firmino, e do prefeito Alcides Rolim, inaugurou nesta manhã a décima barreira ecológica do estado para reter o lixo flutuante do rio que deságua na baía. A ecobarreira de 48 metros de extensão feita com garrafas pet foi patrocinada pela Coca-Cola, que investiu R$ 65 mil.

Segundo Marilene, o recolhimento de 30 toneladas/mês de lixo é a média coletada por outras ecobarreiras em situações similares. O Rio Botas ainda traz muito lixo, mas, a Secretaria do Ambiente já está trabalhando junto às prefeituras que participam do projeto para reduzir esse volume de material jogado nos rios. Além da degradação ambiental, o lixo traz prejuízos para própria população, principalmente na época de chuvas, quando o assoreamento de rios e canais e o entupimento de bueiros provocam inundações.

A próxima barreira ecológica na Baixada Fluminense será instalada no Rio Sarapuí, em Mesquita. O rio também é beneficiado pelo Projeto Iguaçu, de saneamento e recuperação ambiental, com investimentos federais e do estado, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental, superiores a R$ 300 milhões. Em 2,5 anos, já foram retirados três milhões de metros cúbicos de lixo e lama de dentro dos rios Botas, Sarapuí e Iguaçu e mais de 20 mil pneus.

- O trabalho das ecobarreiras, o trabalho de educação ambiental, o trabalho de fortalecer as prefeituras para que elas melhorem o serviço de coleta e disposição final de lixo, de combate aos lixões e o programa Entulho Limpo da Baixada são programas complementares para evitar que o Projeto Iguaçu tenha pequena durabilidade e para que os rios permaneçam limpos e desassoreados por muitos e muitos anos - explicou a secretária.

A meta da Secretaria do Ambiente é instalar, até 2016, mais nove equipamentos, fundamentais para a preservação de rios e lagoas do Estado do Rio e um ecoponto em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

- O bem sucedido programa foi incluído no plano estratégico das Olimpíadas de 2016, como compromisso para a remoção e reciclagem do lixo flutuante dos rios, reduzindo a poluição dos mananciais do estado - lembrou Marilene.

. A Secretaria do Ambiente já instalou nove ecobarreiras e dois ecopontos desde 2007, com investimentos do Fecam e da iniciativa privada. As barreiras ecológicas estão instaladas nos canais da Sernambetiba e Arroio Fundo, no Itanhangá; canal do Cunha, no Rio Irajá; no Rio dos Cachorros, no Ceasa; no Canal do Mangue, em Docas, e no rio Meriti, enquanto os ecopontos estão em funcionamento em Volta Redonda e Macaé.

O lixo retido nas ecobarreiras operadas pela Associação de Supermercados do Estado do Rio e as empresas Haztec e Coca-Cola é recolhido por cerca de 120 catadores de materiais recicláveis. Só no primeiro semestre deste ano foram retirados 4,8 mil toneladas de lixo dos rios, das quais 67 toneladas de material reciclável, além das 120 toneladas entregues mensalmente nos ecopontos.