Juiz mantém prisão de membros da milícia Liga da Justiça

Portal Terra

RIO DE JANEIRO - O juiz Fábio Uchôa, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, manteve a prisão preventiva dos acusados de integrar a milícia Liga da Justiça, formada pelos irmãos Natalino José Guimarães e Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e outras três pessoas. Eles são suspeitos de tentar matar o gerente de uma cooperativa no ramo de transporte alternativo, no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, e estão presas na penitenciária de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

A defesa pediu a liberdade dos réus, alegando excesso de prazo e ausência de provas, além da falta de motivos para a prisão, uma vez que a instrução criminal estaria encerrada. O juiz negou o pedido: "Indefiro os pedidos de liberdade formulados na assentada anterior, na medida em que permanecem íntegros e inalterados os motivos que justificaram a decretação da prisão preventiva dos réus, não havendo qualquer fato novo para alterar as razões antes expostas", justificou o magistrado.

No dia 23 de julho, os acusados estiveram no Fórum do Rio para audiência de instrução e julgamento na Central de Assessoramento Criminal (CAC), onde seis testemunhas foram ouvidas. A audiência, com duração de três horas e meia, foi interrompida e será concluída no dia 10 de setembro, às 11h, com os depoimentos de testemunhas arroladas pela defesa, entre elas, o ex-secretário municipal da Ordem Pública e candidato a deputado federal Rodrigo Bethlem. Na ocasião, o juiz Fábio Uchôa vai interrogar os réus.

O grupo é acusado de comandar a milícia na zona oeste do Rio, cobrando "taxas de segurança" de moradores e "pedágio" de motoristas de van. São suspeitos ainda de explorar sinal clandestino de TV a cabo (gatonet) e monopolizar a venda de botijões de gás na região.