Dois morrem em queda de ultraleve

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Um ultraleve caiu nesta sexta-feira pela manhã na areia da Praia da Reserva, no Recreio dos Bandeirantes (Zona Oeste), e matou seus dois ocupantes, o professor de física Paulo Roberto Librelam, 41 anos, e Heckel Capucci, 61, engenheiro projetista. Instrutor e diretor da AeroDelta, empresa de produtos aeronáuticos, Capucci fazia uma demostração comercial ao professor.

De acordo com testemunhas, uma explosão pode ter sido a causa do acidente com o ultraleve, que era um triciclo acoplado a um conjunto moto-propulsor e a uma asa. Uma fumaça foi vista saindo do aparelho, que caiu de uma altura de cerca de 40 metros.

Outras testemunhas também afirmaram que o piloto perdeu o controle antes da queda. Segundo o diretor do Clube de Aeronáutica, coronel Pereira Sobrinho, uma análise preliminar dos peritos não indicou falha no motor.

Paulo Roberto havia chegado do Espírito Santo poucas horas antes do acidente. Com ele, vieram o estudante Dario César Andrade Cruz, de 27 anos e o comerciante de material de construção Urias Mateine Lima Júnior, 37.

Caso Hebert Vianna

O ultraleve ainda é considerado um veículo experimental. Um laudo do Centro de Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos (SP), emitido em 2007, concluiu que o acidente que vitimou o músico Hebert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, em 2001, pode ter sido causado por problemas técnicos da aeronave.

O laudo foi anexado ao processo que tramita na 2ª vara Cível do Fórum da Barra da Tijuca (Zona Oeste). Nele, Herbert pede indenização à Ultraleger Indústria Aeronaútica, representante no Brasil da empresa alemã W.D. Flugzeugleichtbau GmBH.