'2012 no Rio': ressaca faz rocas ficarem expostas de novo no Posto 5

André Balocco, JB Online

RIO - Não é história de pescador. 61 dias depois de dar as caras na altura da Rua Djalma Ulrich, parte do enrocamento do calçadão da Praia de Copacabana reapareceu no mesmo bat-local, neste final de semana, graças à mini-ressaca que bateu o mar na sexta-feira.

A insignificância das ondas, desta vez, encontrou um terreno fértil para roubar mais areia da praia, trazendo à tona as pedras e os vergalhões enferrujados usados no final dos anos 60 para aterrar a praia e ampliar a Avenida Atlântica.

Uma mancha que expõe os banhistas principalmente as crianças, ávidas por novidades denunciado pelo JB no dia 19 de março, foi deixado pela prefeitura para a natureza consertar. Pelo jeito, não funcionou.

Meu filho, nunca vi isso aqui. Agora deu para ficar assim: a praia com um degrau imenso, uma distância chata de descer para quem é velho como eu diz Lourdes Nóbrega, dona de casa, moradora de Copacabana, que preferiu ficar no calçadão tomando um sol, testemunha ocular das mudanças que estão acontecendo na praia.

Além do enrocamento no Posto 5, há outro fenômeno se consolidando em Copacabana: extensas faixas de areia com água nos pés, na beira mar, e formação de piscinas, do Posto 5 até o Posto 3, separado de onde se deitam os frequentadores por um muro de areia de cerca de um metro.

Quem foi à praia, viu.