'2012 no Rio': Oceanógrafo critica a prefeitura

André Balocco, JB Online

RIO - Um período em especial do estudo da Faculdade de Oceanografia da Uerj chama a atenção de quem lê o estudo. Nele, o cenário do filme '2012' vêm à tona. "Todos os critérios, inclusive de captação de águas pluviais e corrosão de materiais de prédios próximos a litorais, devem ser modificados". Por conta disso, o oceanógrafo David Zee pede à prefeitura mais atenção ao estudo, que, segundo ele, não recebe o carinho necessária das autoridades.

É preciso formar uma força-tarefa não só de técnicos da prefeitura, mas também das universidades, para que estudem o problema e ofereçam soluções baratas e caseiras para as mudanças que estão por vir aponta. - O prefeito me parece sensível.

Sensível ou não, a política oficial, até o momento, tem sido mesmo a de esperar. Zee diz que o Instituto Pereira Passos (IPP), da própria prefeitura, já tem seu estudo sobre o caso. O problema, segundo ele, é que todos os estudos são encomendados, feitos e pouco aproveitados.

Só vão aproveitar depois que a casa é arrombada.

Se resta dúvida, vamos a mais um trecho do estudo da Uerj: "Nas edificações, a maior vulnerabilidade são os telhados. Assim o dimensionamento de casas e edifícios foi desenvolvido em cima de uma norma de vento e de captação de água de chuva por pluviosidade ultrapassada. O mais preocupante: as edificações estão totalmente despreparadas para receber este impacto.

Com a palavra, as autoridades.