TSE responde consulta frustra candidaturas de Aspásia e Crivella

João Pequeno, Portal Terra

RIO - Resposta negativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a candidaturas de mais de dois senadores por partidos coligados na eleição para governador deve frustrar as pretensões dos pré-candidatos Marcelo Crivella (PRB), e, especialmente, Aspásia Camargo (PV), no Rio de Janeiro.

Com Carmen Lúcia como relatora, os ministros do TSE responderam negativamente, por unanimidade, nesta terça-feira (11) a duas consultas de parlamentares fluminenses - ambos ligados ao governador Sérgio Cabral (PMDB). Uma das questões, levantada pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encaixa-se exatamente no tipo de composição que o PV (Partido Verde) vinha tentando para lançar a vereadora Aspásia Camargo.

Em sua consulta, Cunha pergunta se "considerando que os partidos A, B, C e D coligaram-se para governador (...) poderão os referidos partidos formar uma coligação A-B-C para senador e apresentar 2 candidatos a esse cargo, ficando o partido D isolado". Trata-se da mesma situação, com quatro partidos de Aspásia, em que seu o PV tentaria inscrevê-la separadamente de PSDB, DEM e PPS, que apoiam seu colega de partido, o deputado federal Fernando Gabeira, pra o governo. Em troca do apoio a Gabeira, DEM e PPS indicaram os dois candidatos ao Senado permitidos pela legislação eleitoral - respectivamente, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira. Por sua vez, o PSDB indicou outro ex-deputado federal, Márcio Fortes para vice.

Na outra consulta, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), aliado declarado de Cabral, parte da mesma coligação de quatro partidos A, B, C e D para governador, questionava se eles poderiam "formar duas coligações A-B e C-D para senador e cada uma dessas coligações apresentar dois candidatos a esse cargo".

Esta eventual solução poderia ser usada pelo senador Crivella para tentar a reeleição pela chapa de apoio a Cabral para o estado e a Dilma Rousseff (PT) para a presidência, até agora formada oficialmente apenas por PT e PMDB, que bancaram seus pré-candidatos. O PT lançou o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e o PMDB, o deputado estadual Jorge Picciani, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso desde 2003, Crivella ainda teria a opção de se lançar pelo PRB de forma isolada ou coligado com mais um ou mais partidos que não tenham candidato a governador no Rio. Aspásia, nem isso.