Rio: Quiosque teve de fechar as portas por causa de desnível

Flávio Dilascio, Jornal do Brasil

RIO - O recalque do solo no entorno da Lagoa vem causando inúmeros prejuízos ao comércio da região. Depois da forte chuva que aterrorizou a cidade no início do mês passado, a comerciante Teresinha Soares Nogueira decidiu fechar as portas do seu quiosque, na altura do Corte do Cantagalo. A água invadiu o estabelecimento, danificando todos os freezeres, além do quadro de energia e do relógio de luz. O prejuízo ainda não foi calculado e não há prazo para a reabertura. O quiosque fica em uma área rebaixada em relação à Avenida Epitácio Pessoa e até à própria lagoa.

Já tive problemas de todos os tipos nestes 12 anos à frente deste quiosque. Sempre consegui contornar todas as situações, embora tenha feito muitas dívidas. Desta vez, no entanto, a coisa complicou, pois até as máquinas de cartão foram danificadas. Agora estou aguardando uma posição da prefeitura, que ficou de entrar em contato comigo para dizer o que pode ser feito disse Teresinha, que possui um outro quiosque no Parque dos Patins, este em perfeito estado. No quiosque do Cantagalo, tinha um movimento mais de almoço. Já no Parque dos Patins, as pessoas vão mais à noite e o faturamento não é tão alto comparou.

O aluguel de bicicletas do Parque do Cantagalo também registra prejuízos. Por causa das ondulações na ciclovia, os danos nas bicicletas têm sido constantes e são muitos os casos de quedas e acidentes.

Há três meses vi uma senhora cair de um triciclo por não conseguir passar de um calombo na pista. Costumo orientar as pessoas a andarem devagar e olharem bem para a pista afirmou o funcionário de um posto de aluguel de bicicletas, Rodrigo Nascimento.

Floricultura ilhada

Por causa do mesmo temporal, no início de abril, uma cabine de flores no canteiro central da Avenida Lineu de Paula Machado ficou totalmente ilhada. Por conta dos desníveis na avenida, é constante o acúmulo de água nas pistas, principalmente na do canto, junto ao Clube Militar.

Meu horário de saída é às 20h, mas, por conta da chuva, tive que passar a noite aqui e só consegui sair às 12h do dia seguinte afirmou o funcionário da cabine, Aélcio Fernandes Fortunato.

As constantes enchentes na avenida também costumam deixar muitos motoristas na mão.

Aqui enguiçam carros constantemente, sem contar que muitos motoristas se deparam com a pista alagada e dão meia volta na contramão contou um funcionário do posto Ipiranga, que não quis se identificar.