Rio: Meteorologia prevê mais 48 horas de chuva

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil

RIO - A preocupação dos moradores do Cosme Velho com novos e iminentes deslizamentos de terra se estenderá por, pelo menos, mais dois dias. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vai continuar chovendo forte na cidade.

Devido à frente fria que veio pelo oceano e está estacionada sobre o Rio, a previsão é de que a chuva continue, pelo menos, nas próximas 48 horas informou o meteorologista Almerino Marinho, do Inmet.

Além da chuva, o carioca também sentirá um pouco mais de frio do que ontem, quando os termômetros chegaram a marcar a temperatura mínima de 18 graus.

Amanhã (hoje), a mínima será de 16 graus e a máxima em torno de 23 graus, com ventos moderados adiantou o meteorologista.

Moradores cruzam os dedos

O economista Cássio Meira Soledade, morador da Rua Itamonte, uma das mais afetadas pelos deslizamentos de terra, torce para que a previsão do tempo esteja errada.

Tomara porque senão continuaremos nessa agonia. Já tem dez casas interditadas nessas imediações e o estrago poderá ser ainda maior, com vítimas alerta ele.

Já o aposentado Renato Gabriel Saraiva denuncia o descaso com o bairro do Cosme Velho, que tem, em média, um fluxo turístico de mais de 1 milhão de visitantes por ano ao Corcovado, através do bondinho.

O Cosme Velho é considerado um bairro tradicional na geografia do Rio de Janeiro. Além do bondinho, que leva turistas internacionais e domésticos ao Corcovado, suas ruas servem de ponto de acesso a outros pontos turísticos, como as Paineiras, Santa Tereza, dentre outros.

É, ainda, via de passagem, que liga a Zona Sul ao Centro, pelo Túnel Rebouças. O bairro, também, é sede de dois museus (Naïf e Sociedade de Pediatria) e reúne três grandes colégios particulares: São Vicente de Paulo, Sion e Miraflores.

Por toda a importância histórica e turística que o Cosme Velho tem, era para esse bairro ter tratamento de primeiro mundo. Mas, infelizmente, as autoridades não estão nem aí e os moradores que se danem com a chuva lamenta Renato Saraiva.